Demissão de Lisa Cook: O que significa para o Fed e a economia dos EUA?
Demissão de Lisa Cook abala autonomia do Federal Reserve

E aí, o que acontece quando uma das mentes mais brilhantes do Federal Reserve simplesmente... vai embora? Pois é. A economista Lisa Cook, nomeada por Biden em 2022, deixou o cargo nesta terça-feira (27) — e o mercado financeiro já está com os nervos à flor da pele.

Não é para menos. A saída dela não é só mais uma rotatividade no alto escalão. Tem cheiro de crise política, e dos bons. A Casa Branca, através da porta-voz Karine Jean-Pierre, emitiu um comunicado enigmático — daqueles que dizem muito ao não dizer quase nada. "A presidente não teve outra escolha a não ser aceitar a renúncia", soltou, sem dar muitos detalhes. Sabe quando a frase é tão polida que parece afiada?

Mas afinal, por que a demissão?

O curioso é que, oficialmente, não houve demissão. Foi uma "renúncia aceita". Só que ninguém no mercado acredita nessa versão. Especula-se que a saída esteja ligada a uma suposta quebra de conduta — algo relacionado a vazamentos de informações sensíveis ou até mesmo a uma tentativa de interferência externa nas decisões do Fed.

Cook, que era uma das únicas vozes negras no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), sempre defendeu com unhas e dentes a independência do Banco Central. Sua saída abrupta joga uma luz preocupante sobre até que ponto a política — sim, aquela mesma — está tentando colocar a mão onde não deveria.

E agora, como fica a autonomia do Fed?

Boa pergunta. O Federal Reserve sempre se orgulhou de ser um farol de independência — tomando decisões técnicas, não políticas. Mas a saída de Cook, sob um manto de mistério, levanta suspeitas sérias. Será que o governo quer mais influência sobre as taxas de juros? Sobre a regulação financeira? Ninguém sabe ao certo, mas o clima é de tensão.

E não é só aqui que a coisa esquenta. Lá fora, analistas já veem isso como um sinal alarmante. Se um dos bancos centrais mais poderosos do mundo começa a perder sua autonomia, o que sobra para os outros?

O timing, diga-se de passagem, não poderia ser pior. A economia americana ainda navega em águas turbulentas — entre inflação teimosa, juros altos e uma possível recessão à espreita. Perder uma economista do calibre de Lisa Cook agora? Parece tiro no pé.

E olha, isso não é papo de especialista de Twitter não. Grandes nomes do mercado já estão repensando suas projeções. A tal da "independência técnica" do Fed sempre foi um pilar da confiança internacional. Se esse pilar balança, todo o resto pode vir abaixo.

Enfim, o que parecia mais uma troca de pessoal no alto escalão pode ser, na verdade, o estopim de uma crise muito maior. E o pior? A gente só vai descobrir quando as consequências baterem na porta — ou no bolso.