CVM inicia nova investigação sobre Banco Master e gestora Reag
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu início nesta segunda-feira, 9, a uma nova investigação administrativa focada nas ações do Banco Master, da gestora de fundos Reag e de outras entidades conectadas ao caso. Esta apuração surge após deliberação do Comitê de Gestão de Riscos (CGR) da autarquia federal, realizada na sexta-feira, 6, que estabeleceu um Grupo de Trabalho (GT) específico para o processo.
Objetivos da investigação da CVM
Segundo a CVM, o Grupo de Trabalho tem como meta principal consolidar e sistematizar fatos, processos e informações relacionados ao caso. O objetivo é aprimorar o diagnóstico institucional, permitir um acompanhamento integrado e mais próximo das ações em curso, além de assegurar a prestação de contas à sociedade brasileira. Esta investigação é de natureza administrativa e não se confunde com outras apurações criminais em andamento envolvendo as mesmas entidades.
Outras investigações em paralelo
Em âmbito criminal, o Banco Master e a Reag estão sob investigação da Polícia Federal e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual de São Paulo, em diversas frentes de apuração. Simultaneamente, o Banco Central abriu uma sindicância interna para examinar a atuação de seus membros no processo que resultou na liquidação do banco de Daniel Vorcaro, em novembro de 2025.
Importante destacar que todas essas investigações – da PF, dos MPs e do BC – ainda não foram concluídas. Até o momento, os representantes do conglomerado Master e da gestora Reag não respondem a processos criminais, pois ainda não foram formalmente denunciados à Justiça. As acusações sob investigação incluem crimes graves, como gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro.
Detalhes da apuração da CVM
Nesta fase preliminar, o Comitê de Gestão de Riscos da CVM acessou informações cruciais das áreas internas de supervisão, fiscalização e acusação. Isso abrange:
- Abertura de procedimentos ao longo dos últimos anos;
- Comunicações já realizadas a outros órgãos públicos;
- Andamento interno de inquéritos correlatos.
A CVM também afirmou que poderá avaliar, quando cabível, melhorias estruturais em áreas como regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional. A apuração está prevista para durar até três semanas, ao final das quais será elaborado um relatório para apreciação e deliberação pelo Comitê de Gestão de Riscos.



