Economista Maílson da Nóbrega alerta para colapso fiscal no Brasil em 2027
Colapso fiscal no Brasil em 2027, alerta Maílson da Nóbrega

Economista Maílson da Nóbrega alerta para risco iminente de colapso fiscal no Brasil

Em uma análise profunda e contundente, o renomado economista Maílson da Nóbrega retoma um tema que acompanha há quase quatro décadas: a insustentabilidade fiscal do Brasil. Com base em novos estudos e dados atualizados, ele projeta um cenário alarmante para os próximos anos, destacando a urgência de medidas corretivas.

As raízes históricas do problema fiscal

Maílson da Nóbrega remonta a origem da crise às decisões tomadas durante a elaboração da Constituição de 1988, período em que atuou como secretário-geral e ministro da Fazenda. Na época, alertas sobre os riscos de criar um Estado de bem-estar social incompatível com o estágio de desenvolvimento do país foram ignorados.

A medida mais crítica, segundo o economista, foi a vinculação de gastos previdenciários ao salário mínimo. Essa decisão desencadeou uma explosão nos custos, com o mínimo aumentando 180% acima da inflação desde 1994. Como consequência, o custo real dos benefícios previdenciários quase triplicou, pressionando continuamente o orçamento federal.

O momento crítico: 2027 sem espaço fiscal

Enquanto por anos o colapso fiscal parecia um problema distante, estudos recentes mapearam o momento exato em que a situação se tornará insustentável. Consultores da Câmara dos Deputados, Paulo Bijos e Dayson de Almeida, estimaram em artigo bem fundamentado que o espaço fiscal será completamente ocupado por gastos obrigatórios em 2027.

Isso significa que não sobrará nenhum recurso para financiar despesas essenciais, como investimentos em infraestrutura, ciência e tecnologia, cultura e custeio da máquina administrativa. Conclusões semelhantes foram alcançadas pelo Ministério do Planejamento e pela Instituição Fiscal Independente do Senado, reforçando a gravidade do alerta.

As reformas necessárias e os obstáculos políticos

Para evitar esse cenário catastrófico, Maílson da Nóbrega e outros especialistas defendem a implementação de reformas estruturais imediatas. As principais medidas propostas incluem:

  • Abolir a vinculação constitucional de gastos sociais ao salário mínimo.
  • Eliminar pisos constitucionais para educação e saúde, permitindo maior flexibilidade orçamentária.
  • Realizar uma nova e rigorosa reforma da Previdência Social.

No entanto, o economista expressa ceticismo quanto à viabilidade dessas mudanças sob a liderança atual. Ele observa que o presidente Lula se opõe veementemente a tais reformas, o que pode adiar ações cruciais até após as eleições de 2026. A esperança é que um eventual colapso fiscal sirva como alerta para os líderes políticos, embora haja dúvidas sobre essa possibilidade.

Em resumo, o artigo de Maílson da Nóbrega serve como um chamado urgente para a sociedade e a classe política enfrentarem uma realidade fiscal que se arrasta há décadas, mas agora com prazos concretos e consequências iminentes.