Alckmin: conversa Lula-Trump busca evitar sanções e explicar Pix
Alckmin: encontro Lula-Trump visa evitar sanções

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (5) que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será uma oportunidade para esclarecer o funcionamento do Pix e buscar um "bom entendimento", com o objetivo prioritário de evitar sanções. Durante entrevista ao Estúdio i, Alckmin ressaltou que o Brasil não representa um problema para os Estados Unidos, uma vez que os americanos mantêm superávit comercial com o país.

Viagem de Lula aos Estados Unidos

O presidente brasileiro viajará para os Estados Unidos na próxima quarta-feira (6) e se encontrará com Donald Trump. A expectativa é que a conversa aborde questões comerciais e tecnológicas, especialmente em relação ao sistema de pagamentos instantâneos Pix, que tem gerado preocupações no governo americano. Alckmin destacou que o Brasil busca uma relação de cooperação e não de conflito.

Novo Desenrola: renegociação de dívidas

Alckmin também comentou sobre o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado na última segunda-feira (4). Trata-se do segundo programa do tipo no terceiro mandato do presidente Lula. O vice-presidente explicou que os participantes poderão utilizar até 20% do saldo do FGTS para quitar débitos, com total controle sobre o processo. "Impossível alguém pegar os 20% do Fundo de Garantia e não pagar a dívida, porque ele não vai pôr a mão no dinheiro. O dinheiro sai do FGTS para o banco que vai abater a dívida", afirmou. Ele classificou a medida como um conjunto de ações de justiça fiscal.

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Detalhes do Desenrola 2.0

Conhecido como Desenrola 2.0, o programa tem duração de 90 dias e é voltado para a renegociação de dívidas em atraso. Os principais pontos incluem: possibilidade de descontos sobre o valor da dívida, definição de limites para os juros nas renegociações e incentivo à troca de dívidas mais caras por opções com custos menores. Poderão participar todas as pessoas com dívidas atrasadas há pelo menos 90 dias, estudantes com parcelas do Fies em atraso, micro e pequenas empresas, aposentados e pensionistas.

A equipe econômica estima que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, abrangendo tanto dívidas antigas quanto recentes. Alckmin também informou que os juros do Desenrola não ultrapassarão 1,99% ao mês, garantindo condições acessíveis para os devedores.

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