Empreendedora de Joinville transforma lixo em bolsas exclusivas e fatura R$ 5 mil mensais
Empreendedora transforma lixo em bolsas e fatura R$ 5 mil por mês

Empreendedora catarinense transforma resíduos em bolsas exclusivas e gera renda mensal de R$ 5 mil

Você já imaginou transformar teclados de computador, placas eletrônicas e roupas usadas em acessórios de moda exclusivos? Essa é a realidade da empreendedora Kayka Couto, residente em Joinville, no norte de Santa Catarina, que descobriu na costura uma vocação inesperada e construiu um negócio sustentável que fatura aproximadamente R$ 5 mil por mês.

Da costura como hobby ao empreendedorismo sustentável

A jornada começou quando Kayka ainda trabalhava em um escritório tradicional e decidiu fazer um curso de costura por curiosidade. "Desde a primeira vez que toquei numa máquina, vi que era isso que queria fazer", revela a artesã. O que parecia ser apenas uma atividade de lazer rapidamente se transformou em uma oportunidade de negócio, quando amigos e conhecidos começaram a fazer encomendas após verem suas primeiras criações.

Com um investimento inicial de cerca de R$ 4,5 mil, a empreendedora começou a desenvolver modelos próprios com uma proposta clara: fugir do padrão e criar peças com identidade própria que não estivessem disponíveis no mercado convencional.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

A pandemia como catalisador do upcycling

Durante o período mais crítico da pandemia de COVID-19, quando o acesso a novos materiais se tornou difícil, Kayka deu uma virada criativa em seu negócio. Sem recursos para comprar insumos tradicionais, ela começou a reaproveitar itens que já tinha em casa, mergulhando no universo do upcycling — prática que transforma resíduos em produtos de maior valor agregado e que vem ganhando espaço significativo no cenário empreendedor brasileiro.

Hoje, as bolsas da marca são confeccionadas com materiais variados e inusitados, incluindo:

  • Teclas de computador reaproveitadas
  • Tecidos de roupas usadas
  • Placas eletrônicas
  • Outros objetos do cotidiano que seriam descartados

Cada peça exige adaptações específicas no processo de produção, resultando em produtos verdadeiramente únicos e autorais.

Mercado que valoriza a exclusividade e o artesanal

As criações de Kayka são vendidas por valores que variam entre R$ 219 e R$ 490, atraindo um público específico que busca exclusividade e valoriza o trabalho manual. "As pessoas querem algo que não encontram nas lojas. O artesanal hoje é visto como um novo luxo", explica a empreendedora.

Atualmente, ela produz aproximadamente 20 bolsas por mês, sendo a maioria feita sob encomenda. As vendas acontecem principalmente através da internet e em feiras locais, gerando um faturamento médio mensal de cerca de R$ 5 mil.

Desafios da transição do hobby para o empreendedorismo

Com o crescimento do negócio, surgiram novos desafios administrativos. "Sair do hobby para empreender exige organização. Parece simples, mas não é", destaca Kayka, referindo-se à necessidade de equilibrar a criatividade com a gestão empresarial.

Para os próximos passos, a empreendedora de Joinville planeja:

  1. Ampliar a capacidade de produção
  2. Contratar auxiliares para o ateliê
  3. Diversificar o portfólio com novos produtos feitos a partir de materiais reaproveitados

Reflexo de uma tendência nacional

A trajetória de Kayka Couto reflete uma tendência crescente no empreendedorismo brasileiro: transformar criatividade e práticas de reaproveitamento em oportunidades de negócio sustentáveis. Essa abordagem alia propósito ambiental e social com geração de renda, demonstrando que é possível construir empresas rentáveis a partir de conceitos de economia circular e valorização do trabalho artesanal.

O caso da empreendedora catarinense serve como inspiração para outros pequenos negócios que buscam conciliar inovação, sustentabilidade e sucesso financeiro em um mercado cada vez mais consciente e exigente.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar