Luís Justo deixa cargo de CEO do Rock in Rio e assume conselho administrativo
Luís Justo deixa CEO do Rock in Rio e vai para conselho

Luís Justo deixará em breve o cargo de CEO do Rock in Rio para integrar o conselho administrativo da empresa. Com 16 anos de liderança, o empresário encara a mudança como um passo importante em sua trajetória. Durante sua gestão no maior festival do Brasil, ele se consolidou como um dos principais nomes do showbusiness nacional.

Em conversa com a coluna GENTE durante o Gramado Summit, Justo abordou o futuro da Rock World e da indústria do entretenimento. Questionado sobre o que empreendedores brasileiros podem aprender com o Rock in Rio, ele destacou a antifragilidade do evento. “Em 42 anos de história, o Rock in Rio ensina sobre reinvenção, superação e desafios. Seja em momentos econômicos adversos ou mudanças de mercado, é olhando para frente que permanecemos relevantes”, afirmou.

Entretenimento e política

Justo também comentou sobre o poder do entretenimento em meio a turbulências políticas. “Qualquer empreendedor precisa entender a relevância para sobreviver. Durante a pandemia, nosso negócio teve receita zero, mas usamos o momento para planejar e sair duas vezes maiores, como na criação do The Town em São Paulo”, explicou.

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Concorrência no Rio

Sobre o evento “Todo Mundo no Rio”, Justo não vê competição. “Cada evento fortalece a indústria. O Rock in Rio gera 3 bilhões de reais na economia e 28 mil empregos por edição, com 60% do público vindo de fora do estado. O Rio tem vocação espetacular para o turismo”, disse.

Transição e nostalgia

Justo revelou que a transição para o conselho foi planejada por mais de um ano. “Não há vazio no coração, pois é uma evolução para uma posição estratégica, pensando novas experiências. O conselho me permitirá projetar experiências inesquecíveis com a equipe executiva”, afirmou.

O empresário compartilhou um momento marcante de sua gestão: em 2011, um fã que viajou do interior do Amazonas para o festival pediu dinheiro para comer. “Percebi a responsabilidade de construir experiências especiais para cada uma das 700 mil pessoas. Dei o dinheiro e comemos juntos”, recordou.

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