Greve no Hospital Madre Theodora mobiliza funcionários em Campinas
Os trabalhadores do Hospital e Maternidade Madre Maria Theodora, localizado em Campinas, no interior de São Paulo, iniciaram uma greve na terça-feira, 7 de maio, e continuam os protestos em frente à unidade. O movimento, que começou por volta das 6h, foi decidido em assembleia e será mantido por tempo indeterminado, conforme anunciado pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde).
Reivindicações dos funcionários em destaque
Entre as principais reclamações dos funcionários, destacam-se mudanças significativas no plano de saúde oferecido pelo hospital. De acordo com o SinSaúde, os trabalhadores relataram em assembleias realizadas nos dias 31 de março e 1º de abril que agora há cobrança de coparticipação de até 50% em atendimentos de pronto-socorro e 30% em consultas, exames e terapias. O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) estabelece uma coparticipação de apenas 15%, o que representa um aumento considerável nos custos para os empregados.
Além disso, o sindicato recebeu denúncias sobre redução de cobertura e suspensão de benefícios para grupos específicos, incluindo gestantes, pacientes oncológicos e pessoas com transtornos de saúde mental. Outro ponto crítico é o adicional de insalubridade: após uma perícia interna realizada pelo hospital em janeiro de 2026, muitos funcionários tiveram o benefício reduzido ou totalmente cortado, mesmo com a manutenção dos riscos no ambiente de trabalho.
Impactos operacionais e adesão à greve
A greve já afeta setores essenciais do hospital, como o centro cirúrgico, a Central de Material e Esterilização (CME), a farmácia e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) durante o período noturno. Cerca de 130 dos 400 trabalhadores aderiram ao movimento, segundo informações do SinSaúde, o que representa uma parcela significativa da força de trabalho.
Os protestos ocorreram em frente ao hospital tanto na terça-feira quanto na quarta-feira, 8 de maio, com os funcionários exigindo negociações diretas com a administração. O sindicato afirmou que não houve avanços nas tentativas de diálogo, apesar dos esforços para resolver as questões apresentadas.
Posicionamento do Hospital Madre Theodora
Em resposta às alegações, o Hospital e Maternidade Madre Theodora divulgou uma nota afirmando que mantém um diálogo aberto com o SinSaúde e participa ativamente de audiências de mediação conduzidas pelo Ministério Público do Trabalho. A instituição garantiu que todos os serviços da unidade estão sendo mantidos e que atua em estrita conformidade com as leis trabalhistas vigentes.
"Realizamos esforços contínuos para minimizar possíveis impactos no atendimento, assegurando que a assistência aos pacientes seja prestada com segurança e qualidade", declarou o hospital. A administração também enfatizou seu compromisso em seguir os procedimentos legais e buscar soluções para as demandas apresentadas pelos trabalhadores.
A situação permanece em aberto, com os funcionários determinados a continuar a greve até que suas reivindicações sejam atendidas. O movimento destaca desafios recorrentes no setor de saúde quanto à valorização dos trabalhadores e ao cumprimento dos acordos coletivos.



