Servidores do Detran-RJ iniciam greve estadual por reestruturação salarial e melhores condições
Os servidores do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) entraram em greve nesta segunda-feira (6), realizando uma mobilização em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O ato ocorreu em frente a uma unidade do órgão no Centro da cidade e integra um movimento de paralisação em todo o estado, após adiamento na semana passada devido ao feriado.
Principais reivindicações da categoria
A principal demanda dos servidores é o cumprimento de uma decisão judicial de 2022 que prevê a reestruturação do plano de cargos, carreira e salários. Segundo o Sindicato dos Funcionários do Detran-RJ, a greve foi deflagrada devido à falta de avanços nas negociações com a administração.
Além das questões salariais, os trabalhadores também criticam as condições de trabalho e o atendimento nas unidades. Entre os pontos levantados está a necessidade de usuários chegarem de madrugada para conseguir atendimento em alguns postos, evidenciando problemas na estrutura operacional.
Mobilização estadual e impactos nos serviços
Na capital, Rio de Janeiro, houve uma passeata com a participação de servidores de diferentes regiões do estado, demonstrando a força do movimento. Com a paralisação, alguns serviços do Detran podem ser afetados, incluindo atendimento ao público e agendamentos.
A orientação para os usuários é que, caso não consigam atendimento, procurem a unidade em outro momento ou façam um novo agendamento, dependendo do serviço necessário. A greve visa pressionar por soluções imediatas sem comprometer totalmente o funcionamento do órgão.
Posicionamento do Detran-RJ
Em nota oficial, o Detran-RJ informou que mantém diálogo com os servidores e já concedeu reajustes em benefícios como alimentação, saúde e transporte. O órgão afirmou que o plano de cargos está em andamento e que realiza um levantamento para melhorar a estrutura das unidades.
O departamento reforçou que busca soluções para as demandas da categoria, equilibrando as necessidades dos servidores com o atendimento à população. No entanto, os grevistas insistem que as medidas tomadas até agora são insuficientes para resolver os problemas crônicos enfrentados no dia a dia.
Esta mobilização reflete um cenário mais amplo de insatisfação no serviço público, onde questões salariais e condições de trabalho frequentemente se entrelaçam, exigindo ações concretas das autoridades para evitar prejuízos à população e aos próprios servidores.



