Servidores de hospitais universitários em Sergipe iniciam greve por acordo coletivo
Os servidores do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) em Aracaju e do Hospital Universitário de Lagarto decidiram entrar em greve nesta segunda-feira, dia 30. A paralisação foi deflagrada após o fracasso das negociações para a realização do Acordo Coletivo Trabalhista (ACT), conforme divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas Federais da Saúde em Sergipe (Sindserh).
Diálogo não avança e greve é deflagrada
Em publicação nas redes sociais, o Sindserh informou que o diálogo com a administração não chegou a uma proposta satisfatória para a celebração do ACT. A entidade sindical destacou que a paralisação segue em vigor enquanto aguarda o resultado de uma reunião marcada no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Até o momento, não há informações sobre a realização de atos públicos relacionados ao movimento grevista.
Gestora dos hospitais afirma que negociações continuam
Em nota oficial, a HU Brasil, antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e responsável pela gestão das duas unidades hospitalares, afirmou que permanece em processo de negociação para a celebração do acordo coletivo. A empresa declarou ter adotado medidas para assegurar a continuidade da prestação dos serviços essenciais de saúde, minimizando possíveis impactos nos atendimentos.
Impactos nos serviços de saúde ainda são incertos
Contudo, a própria HU Brasil revelou que não recebeu as escalas de greve do HU de Aracaju por parte do movimento sindical. Devido a essa falta de informação, a gestora não consegue precisar quais os possíveis impactos para a assistência aos pacientes ou a necessidade de remarcação de atendimentos. Da mesma forma, a HU Brasil e a assessoria do Hospital Universitário de Lagarto não informaram quais os efeitos concretos sobre a unidade de saúde do interior do estado.
A situação permanece em aberto, com servidores em greve aguardando decisões judiciais e a administração buscando manter os serviços essenciais. A população que depende desses hospitais universitários fica na expectativa de uma rápida resolução do conflito, que já afeta o funcionamento regular das instituições de saúde.



