Paramount faz nova proposta para comprar Warner em disputa bilionária com Netflix
Paramount faz nova oferta para comprar Warner em disputa com Netflix

Paramount apresenta nova proposta para comprar Warner em meio a disputa bilionária

A Warner Bros Discovery informou nesta terça-feira, 24 de setembro, que recebeu uma nova proposta de aquisição da Paramount Skydance, apresentada dentro do prazo de uma semana concedido para a entrega da sua "melhor e última oferta", que se encerrou na segunda-feira, 23 de setembro.

Em comunicado oficial, o conselho da empresa afirmou que a proposta está sendo cuidadosamente analisada com o apoio de assessores financeiros e jurídicos especializados. A Warner ressaltou, porém, que o acordo de fusão já firmado com a Netflix permanece em vigor e continua sendo recomendado aos acionistas como a opção mais segura e vantajosa.

Detalhes da nova proposta e valores envolvidos

Segundo a Warner, os investidores serão devidamente informados assim que a avaliação completa for concluída. O valor exato da nova proposta não foi divulgado publicamente, mantendo-se em sigilo durante as negociações.

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Em dezembro do ano passado, a Paramount havia oferecido inicialmente US$ 30 por ação, em pagamento integral em dinheiro, diretamente aos acionistas da Warner. Neste mês, a empresa acrescentou um bônus significativo de US$ 0,25 por ação a cada três meses, caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026.

Além disso, a Paramount se comprometeu a assumir a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar em caso de rompimento do contrato existente com a Netflix. A empresa também está tentando responder a críticas feitas em negociações anteriores, especialmente quanto à necessidade de maior garantia de financiamento para a operação.

Disputa acirrada com a Netflix

A disputa entre Netflix e Paramount Skydance pelo controle da Warner Bros. Discovery começou no final de 2025, quando a Netflix apresentou a primeira proposta formal para comprar a empresa. Em janeiro, a Netflix anunciou uma oferta de cerca de US$ 82,7 bilhões, pagando US$ 27,75 por ação, inicialmente em uma combinação de dinheiro e ações — depois revisada para pagamento integral em dinheiro.

O acordo com a Netflix previa a separação da unidade Discovery Global antes da conclusão da operação. Pouco depois, a Paramount Skydance entrou na disputa com uma oferta hostil, mais alta, avaliada em cerca de US$ 108,4 bilhões, oferecendo US$ 30 por ação em dinheiro.

Apesar do valor maior, o conselho da Warner rejeitou inicialmente a proposta da Paramount, por considerá-la mais arriscada, baseada em alto endividamento e com menos garantias financeiras do que o acordo já estabelecido com a Netflix.

Estratégias e movimentos recentes

No mês passado, a Netflix revisou sua proposta e passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 143) por ação, em pagamento integral em dinheiro, totalizando US$ 82,7 bilhões (R$ 427 bilhões). Esta nova estrutura recebeu apoio unânime do conselho da Warner, controladora da HBO e de um vasto catálogo de conteúdo.

A extensão do prazo para a Paramount foi autorizada pela Netflix por meio de uma isenção temporária, conhecida como "limited waiver", que suspende provisoriamente determinadas obrigações contratuais entre as partes. Pelos termos do acordo, se o conselho da Warner considerar a nova oferta superior à da Netflix, a plataforma de streaming terá quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ajustada.

A Warner reúne estúdios e franquias extremamente valiosas, incluindo:

  • Harry Potter
  • Game of Thrones
  • Personagens da DC Comics
  • Enorme catálogo de filmes e séries históricas

A aquisição daria à empresa vencedora desta disputa muito mais força competitiva para enfrentar gigantes como Disney e Amazon no mercado global de streaming, que continua em expansão acelerada.

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Ações judiciais e investigação regulatória

No mês passado, a Paramount entrou com uma ação judicial contra a Warner para obter mais informações detalhadas sobre o acordo firmado com a Netflix. A empresa também anunciou que pretende indicar diretores para o conselho da Warner, em uma tentativa estratégica de convencer os acionistas de que sua oferta hostil é superior à proposta da Netflix em termos de valor e perspectivas futuras.

Neste mês, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação formal para avaliar se a compra da Warner pela Netflix pode gerar concentração excessiva no mercado de streaming e reduzir a concorrência de forma prejudicial aos consumidores.

Segundo o jornal The Wall Street Journal, o órgão regulador enviou intimações a várias empresas do setor para obter informações sobre contratos, estratégias comerciais e os impactos potenciais da operação na disputa por talentos criativos e na diversidade de conteúdo disponível.

A Netflix afirma que a análise do governo faz parte do processo normal de revisão de grandes fusões e aquisições e nega categoricamente que haja uma investigação específica por práticas monopolistas. A conclusão final do negócio ainda depende de:

  1. Autorizações regulatórias completas
  2. Aprovação definitiva dos acionistas
  3. Separação bem-sucedida da unidade Discovery Global

Esta batalha corporativa bilionária continua sendo acompanhada de perto por investidores, analistas de mercado e consumidores em todo o mundo, que aguardam ansiosamente o desfecho que poderá redefinir o panorama do entretenimento digital global.