Paraíba tem custo do m² mais alto do Nordeste na construção civil, aponta IBGE
Paraíba lidera custo do m² na construção civil no Nordeste

Paraíba lidera custo do metro quadrado na construção civil no Nordeste, segundo dados do IBGE

O estado da Paraíba alcançou, em março de 2026, o custo médio do metro quadrado mais elevado de toda a região Nordeste, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números são baseados no Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) e revelam que o valor por metro quadrado no estado chegou a R$ 1.902,48, superando todos os demais estados nordestinos no período analisado.

Alta mensal significativa e impacto dos acordos coletivos

O levantamento também destaca que a Paraíba experimentou uma das maiores altas mensais em todo o país, com uma variação positiva de 1,83% em março. Esse percentual só foi ultrapassado pela Bahia, que registrou um aumento de 2,16%. De acordo com as análises do IBGE, esse avanço está diretamente relacionado aos acordos coletivos firmados nas categorias profissionais da construção civil, os quais impactaram substancialmente os custos, especialmente no que diz respeito à mão de obra.

Apesar de liderar no Nordeste, é importante ressaltar que o custo da Paraíba ainda se mantém abaixo da média nacional, que atingiu R$ 1.932,27 por metro quadrado no mesmo mês. Em âmbito nacional, o índice apresentou uma alta de 0,37% em março e acumula um crescimento expressivo de 6,73% nos últimos doze meses.

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Nordeste apresenta a maior variação regional e tendência de encarecimento

No recorte regional, o Nordeste se destacou com a maior variação entre todas as regiões brasileiras, registrando uma alta de 0,95% no mês. Todos os estados que compõem a região nordestina tiveram aumentos nos custos da construção civil, o que reforça uma tendência clara de encarecimento do setor nessa parte do país.

Em nível nacional, os dados do Sinapi indicam que o aumento dos custos foi impulsionado principalmente por dois fatores:

  • Materiais: que subiram 0,43% no mês, passando de R$ 1.082,59 para R$ 1.089,78.
  • Mão de obra: com alta de 0,31%, evoluindo de R$ 839,38 para R$ 842,49.

No acumulado de um ano, a mão de obra continua sendo o principal vetor de pressão no setor, apresentando um avanço significativo de 9,89%. Esse cenário reflete os desafios enfrentados pela construção civil em todo o Brasil, com impactos diretos nos preços finais dos imóveis e nas dinâmicas do mercado habitacional.

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