Ações de mineradora brasileira de terras raras sobem em sessão na Nasdaq
As ações da Atlas Critical Minerals abriram em alta de 2% nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, na sessão de negócios da Nasdaq, menos de um mês depois de iniciar a negociação de suas ações sob o código ATCX. A mineradora, focada em terras raras e outros minerais críticos, é hoje a única companhia no Brasil com esse perfil listada na bolsa de tecnologia americana, ainda dominada por empresas de tecnologia, serviços financeiros, varejo e educação.
Desempenho e liderança
Por volta das 11h48min (horário de Brasília), os papéis da empresa subiam 2,18%, a 12,63 dólares. A abertura da sessão desta segunda-feira foi conduzida por Marc Fogassa, chairman e CEO da Atlas Critical Minerals. Brasileiro com formação no MIT e Harvard Business School, e controlador do grupo Atlas, Fogassa também comanda a Atlas Lithium.
Oferta pública e captação de recursos
As ações da Atlas Critical Minerals passaram a ser negociadas em janeiro, após a empresa precificar uma oferta pública inicial a 8 dólares por papel, em operação ampliada em relação ao plano original, com demanda superior ao volume de ações ofertado. A oferta levantou cerca de 11 milhões de dólares.
Os recursos captados estão sendo direcionados ao desenvolvimento de um portfólio de mais de 218 mil hectares em direitos minerais no Brasil, que inclui projetos de:
- Terras raras
- Titânio
- Grafite de grau nuclear
- Minério de ferro
- Outros minerais considerados críticos para cadeias globais de tecnologia e transição energética
Contexto e estratégia
A companhia de minerais raros faz parte da Atlas Lithium, empresa que listou na Nasdaq em 2023 e tem como negócio central a mineração de lítio. O movimento de listagem e a abertura de sessão acontecem em um momento em que cadeias de suprimentos de minerais críticos ganham centralidade em agendas de política industrial e segurança energética de grandes economias.
Este cenário reforça a importância estratégica da Atlas Critical Minerals no mercado global, posicionando o Brasil como um player relevante no fornecimento de recursos essenciais para tecnologias avançadas e energias renováveis.