Uma nova pesquisa Genial/Quaest revela uma melhora na avaliação da economia durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, mostra um aumento de 3% na aprovação do governo e uma queda semelhante na desaprovação em relação ao mês anterior. O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, analisa que essa mudança está diretamente ligada à estratégia eleitoral do Planalto, que busca a reeleição.
Aprovação presidencial em alta
De acordo com Agostini, o avanço na aprovação não ocorreu por acaso. O governo tem concentrado esforços no eleitorado de baixa renda, com medidas que ampliam renda, crédito e a sensação de estabilidade econômica. A pesquisa também aponta uma redução no número de brasileiros que acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses: o índice caiu de 50% para 46%. Para o economista, isso indica que o governo conseguiu conter parte do desgaste econômico que vinha pressionando sua popularidade.
Impacto do encontro com Trump
Embora o programa Desenrola 2.0 tenha contribuído para a melhora, Agostini destaca que o encontro de Lula com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve um peso ainda maior na percepção popular. Segundo ele, a relação do Brasil com líderes internacionais é vista como um termômetro de confiança econômica. A pesquisa confirma essa visão: 43% dos entrevistados acreditam que Lula saiu politicamente mais forte após o encontro, contra 26% que avaliam um enfraquecimento.
Desenrola e os efeitos de curto prazo
Sobre o programa Desenrola, o economista reconhece efeitos positivos imediatos. O programa injeta recursos na economia ao aliviar dívidas das famílias e estimular o consumo, gerando uma sensação de melhora financeira. A pesquisa mostra que 50% dos entrevistados consideram a iniciativa uma boa ideia para ajudar os endividados, enquanto 22% avaliam que o programa ajuda parcialmente. No entanto, Agostini alerta que o endividamento no Brasil é um problema estrutural e tende a reaparecer sem mudanças mais profundas na economia.
Estratégia de duas frentes
Na prática, a análise do economista sugere que o governo conseguiu combinar duas frentes importantes para recuperar sua imagem: o estímulo interno ao consumo e a exposição internacional positiva. Para Agostini, a proximidade e a diplomacia externa demonstradas no encontro com Trump ajudaram a transmitir uma percepção de maior solidez política e econômica, algo que influencia o humor do eleitorado mesmo antes de os efeitos reais chegarem ao bolso da população.



