Criptomoedas saem do exótico e entram em carteiras conservadoras: vale investir?
Criptomoedas deixam de ser exóticas e atraem investidores conservadores

Criptomoedas deixam de ser artigo exótico e conquistam espaço em carteiras de investimento

O mercado de criptomoedas atravessa uma fase notável de consolidação e amadurecimento, transformando-se de um nicho especulativo em uma classe de ativos cada vez mais integrada ao sistema financeiro tradicional. Segundo análise de especialistas, essa evolução é impulsionada por fatores como a redução da volatilidade histórica, o avanço regulatório e a crescente presença de grandes investidores institucionais.

Bitcoin mantém protagonismo em um cenário em transformação

Fabrício Tota, vice-presidente de Negócios Cripto do MB, destaca que o Bitcoin segue como o ativo mais relevante do setor, mesmo diante das mudanças estruturais. Ele contextualiza a discussão sobre o momento ideal para investir, afirmando com convicção: "O melhor dia para investir em bitcoin foi ontem; o segundo melhor é hoje". Essa perspectiva reforça a visão de que o mercado ainda está em sua fase inicial, independentemente das flutuações de preço observadas no curto prazo.

Volatilidade diminui, mas correlação com mercados tradicionais aumenta

Embora a volatilidade das criptomoedas tenha diminuído significativamente ao longo dos anos, Tota ressalta que oscilações relevantes ainda são uma característica do setor. O que mudou, no entanto, é a natureza dessas movimentações. Atualmente, existe uma correlação significativa entre a volatilidade do Bitcoin e a de ativos de risco tradicionais, como os principais índices das bolsas americanas. Esse fenômeno, que não era observado no passado, reflete uma integração mais profunda com os mercados financeiros globais.

Entrada de investidores institucionais e avanço regulatório são decisivos

O movimento de consolidação é acompanhado pela entrada massiva de grandes investidores e fundos institucionais, que gradualmente substituem o domínio anterior quase exclusivo de pessoas físicas. Outro fator crucial para essa transformação é o avanço da regulação, especialmente no Brasil, onde o Banco Central do Brasil tem desempenhado um papel ativo no acompanhamento e na estruturação do setor.

Para Tota, as criptomoedas deixaram definitivamente de ser consideradas ativos "exóticos" e passaram a integrar carteiras de investidores tanto conservadores quanto arrojados. Essa mudança de percepção é facilitada pela maior oferta de veículos regulados e por plataformas reconhecidas, que oferecem maior segurança e transparência aos participantes do mercado.

Perspectivas futuras: Brasil pode discutir reservas soberanas em Bitcoin

Olhando para o futuro, o especialista avalia que o Brasil poderá discutir a possibilidade de seguir os passos dos Estados Unidos e incluir bitcoins em suas reservas soberanas. Essa discussão ganhará força à medida que o mercado de criptomoedas continuar a ganhar escala, liquidez e relevância estratégica no cenário econômico global.

A trajetória de amadurecimento das criptomoedas sugere que elas estão se tornando uma opção viável e diversificada para investidores de diferentes perfis, marcando uma nova era de integração entre a tecnologia blockchain e o sistema financeiro tradicional.