Comércio varejista registra alta de 1,6% em 2025, com crescimento moderado após anos anteriores
Varejo cresce 1,6% em 2025, com alta em farmácias e eletrônicos

Comércio varejista fecha 2025 com alta de 1,6%, refletindo crescimento moderado no Brasil

As vendas no comércio varejista brasileiro encerraram o ano de 2025 com um aumento de 1,6% em relação a 2024, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa, publicada nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, revela um cenário de expansão mais contida em comparação com o ano anterior, quando o setor acumulou uma alta de 4,1%.

Desempenho mensal e trimestral do varejo em 2025

Na passagem de novembro para dezembro de 2025, as vendas no comércio varejista registraram uma variação negativa de 0,4%. No entanto, a média móvel trimestral apresentou um resultado positivo de 0,3% no trimestre finalizado em dezembro, indicando uma certa estabilidade no período.

Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, destacou que o crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído entre diferentes segmentos. "O comércio varejista fechou 2025 com crescimento em relação a 2024, mas com uma amplitude menor", explicou ele. Santos acrescentou que, em anos anteriores, os índices foram variados: 1,7% em 2023, 1% em 2022 e 1,4% em 2021.

Setores que impulsionaram o crescimento em 2025

O aumento nas vendas foi puxado principalmente por três atividades:

  • Farmacêutica: com um crescimento significativo.
  • Móveis e eletrodomésticos: também apresentando alta.
  • Equipamentos para escritório, informática e comunicação: fortemente influenciado pela desvalorização do dólar frente ao real, que beneficiou as vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops.

Santos avaliou que essa desvalorização cambial foi um fator crucial para o desempenho positivo nesse segmento.

Comércio varejista ampliado tem desempenho estável em 2025

O comércio varejista ampliado, que inclui atividades como veículos, motos, material de construção e atacado especializado, registrou uma queda de 1,2% no volume de vendas em dezembro de 2025 em comparação com novembro. No acumulado do ano, esse setor teve uma alta de apenas 0,1%.

Segundo Santos, "o varejo ampliado não teve expansão em 2025 em relação a 2024, variando apenas 0,1%". Essa estabilidade se deve a perdas em setores importantes, como:

  1. Revenda de veículos, motos, partes e peças, que teve um desempenho forte em 2024.
  2. Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda na distribuição de cereais e leguminosas.

Atividades com desempenho positivo e negativo no varejo ampliado

Das 11 atividades pesquisadas no varejo ampliado, sete fecharam o ano com crescimento:

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 4,5%
  • Móveis e eletrodomésticos: 4,5%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 4,1%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,2%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 1,3%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,8%
  • Combustíveis e lubrificantes: 0,6%

Por outro lado, quatro atividades tiveram queda em 2025:

  • Veículos e motos, partes e peças: -2,9%
  • Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo: -2,3%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -0,9%
  • Material de construção: -0,2%

Os dados do IBGE reforçam a complexidade do cenário econômico brasileiro, com setores específicos liderando o crescimento enquanto outros enfrentam desafios.