A Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Guary, localizada em Santos Dumont, na Zona da Mata mineira, alcançou 112 anos de operação contínua desde 1º de janeiro de 1914. Com capacidade de 5,4 megawatts (MW), a usina é uma das fontes de energia mais antigas do Brasil ainda em atividade, contribuindo para o abastecimento da rede elétrica nacional.
Capacidade e impacto
Os 5,4 MW gerados pela PCH Guary seriam suficientes para abastecer uma cidade de aproximadamente 25 mil habitantes, destacando sua relevância histórica e técnica.
Pioneirismo e desafios logísticos
A escolha da cachoeira do Guary, no distrito de São João da Serra, ocorreu após engenheiros identificarem a força da queda d'água como solução para levar progresso à região. A construção começou em 1912, em uma época em que a eletricidade era rara no interior do Brasil. O transporte de peças pesadas e a montagem da estrutura foram desafiadores devido à ausência de estradas pavimentadas e máquinas modernas.
“A iniciativa representou um avanço importante. Naquele tempo, pouca gente tinha acesso à eletricidade e a usina ajudou a abrir fábricas na região, impulsionando a economia local”, afirma Guilherme Mendonça, diretor da Elera Renováveis, empresa que administra a usina desde 2005.
Desafios da manutenção de um clássico
Apesar da estrutura centenária, a PCH Guary opera conforme padrões atuais. A operadora prioriza a continuidade da geração renovável e a segurança das barragens, mantendo a usina como referência técnica e histórica da engenharia brasileira do início do século XX.
Outras usinas centenárias
Além da unidade de Santos Dumont, a Elera Renováveis opera outras duas hidrelétricas centenárias em Minas Gerais: Cachoeira Alta e Matipó. Atualmente, a companhia possui um portfólio de 3,5 GW de capacidade instalada em 12 estados, dos quais 0,9 GW são de ativos hídricos. O grupo também é responsável pelo Complexo Solar Janaúba (MG), considerado o maior parque solar das Américas.



