O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,67% em abril, uma desaceleração de 0,21 ponto percentual em relação à taxa de 0,88% observada em março. No acumulado do ano, o índice chega a 2,60%, enquanto nos últimos doze meses atingiu 4,39%, superando os 4,14% do período anterior. Em abril de 2025, a variação havia sido de 0,43%.
Grupos com maior impacto
O grupo Alimentação e bebidas apresentou a maior variação (1,34%) e o maior impacto (0,29 p.p.), seguido por Saúde e cuidados pessoais (1,16% e 0,16 p.p.). Juntos, esses dois grupos responderam por aproximadamente 67% do resultado do mês. Os demais grupos registraram variações inferiores a 1%, com Transportes e Educação apresentando a menor alta (0,06%) e Artigos de residência a maior entre eles (0,65%).
Alimentação e bebidas
A alimentação no domicílio subiu 1,64%, impulsionada por itens como cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%). Quedas foram observadas no café moído (-2,30%) e no frango em pedaços (-2,14%). Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,59%, com o lanche passando de 0,89% em março para 0,71% em abril, e a refeição de 0,49% para 0,54%.
Saúde e cuidados pessoais
O grupo Saúde e cuidados pessoais variou 1,16%, destacando-se os produtos farmacêuticos (1,77%), após autorização de reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com ênfase no perfume (1,94%).
Habitação e Transportes
No grupo Habitação, a alta de 0,63% foi influenciada pelo gás de botijão (3,74%) e pela energia elétrica residencial (0,72%), que incorporou reajustes em diversas concessionárias, como no Rio de Janeiro (4,83%), Campo Grande (2,27%), Salvador (2,23%), Recife (1,05%), Aracaju (0,89%) e Fortaleza (0,44%). A taxa de água e esgoto subiu 0,22% devido ao reajuste de 4,80% em Goiânia.
O grupo Transportes desacelerou fortemente de 1,64% em março para 0,06% em abril, principalmente pela queda de 14,45% nas passagens aéreas. O ônibus urbano variou -1,13% por conta de gratuidades ou reduções de tarifa em várias capitais. Os combustíveis, por outro lado, subiram 1,80%, com destaque para a gasolina (1,86%), óleo diesel (4,46%) e etanol (0,62%), enquanto o gás veicular recuou 1,24%.
Índices regionais
Entre as regiões, Goiânia registrou a maior variação (1,12%), puxada pela gasolina (5,77%) e pela taxa de água e esgoto (4,80%). Brasília teve a menor variação (0,16%), influenciada pela queda nas passagens aéreas (-10,88%) e na gasolina (-1,03%).
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,81% em abril, abaixo dos 0,91% de março. No ano, acumula alta de 2,70% e, em doze meses, 4,11%. Os produtos alimentícios desaceleraram para 1,37%, enquanto os não alimentícios variaram 0,63%. São Luís teve a maior variação regional (1,16%), e Brasília a menor (0,09%).



