O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário econômico desafiador na corrida eleitoral, segundo pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira, 5 de maio de 2026. O levantamento aponta que a percepção negativa da economia é um dos principais fatores que influenciam o ambiente político, com Lula tecnicamente empatado com adversários de direita no segundo turno.
Percepção econômica dividida por renda
De acordo com a pesquisa, 40% dos brasileiros consideram que a economia piorou em comparação ao governo anterior, enquanto 31% avaliam que houve melhora. A renda é um divisor claro: entre os que ganham até dois salários mínimos (46% da amostra), Lula tem 46% das intenções de voto contra 30% de Flávio Bolsonaro. Já na faixa de dois a cinco salários, o cenário se equilibra (Bolsonaro 37%, Lula 35%). Acima de cinco salários, Bolsonaro lidera com 36% contra 30% de Lula.
Medidas populares ganham apoio
O estudo também revela forte apelo a propostas econômicas: o fim da escala 6×1 é apoiado por 71% dos brasileiros; a ampliação da isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil tem 69% de aprovação; e a restrição da publicidade de apostas on-line é defendida por 63%. Essas pautas são vistas pelo governo como instrumentos para melhorar a percepção econômica e recuperar apoio.
No plano externo, a guerra no Oriente Médio pressiona preços globais, especialmente de energia, contribuindo para a inflação persistente que afeta mais os eleitores de baixa renda.



