Suprema Corte dos EUA derruba tarifas de Trump e dispara bolsa brasileira a recorde
Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e bolsa bate recorde

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas de Trump e impulsiona mercado financeiro global

A decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar a maior parte das tarifas impostas pelo governo do ex-presidente Donald Trump desencadeou uma onda de euforia sem precedentes nos mercados financeiros internacionais. No Brasil, o impacto foi imediato e significativo, com a bolsa de valores atingindo um recorde histórico e o dólar comercial registrando uma queda expressiva.

Bolsa brasileira bate recorde e supera marca simbólica

O índice Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou a sessão desta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, com uma alta robusta de 1,06%, fechando aos impressionantes 190.534 pontos. Esta é a primeira vez na história que a bolsa brasileira ultrapassa a barreira dos 190 mil pontos, marcando um momento emblemático para os investidores.

Os ganhos foram liderados por setores-chave, com destaque para as ações de mineradoras e de bancos, que possuem um peso considerável na composição do índice. Em uma semana encurtada pelas festividades do carnaval, a bolsa acumulou uma valorização de 2,18%, demonstrando uma tendência de alta consistente. No acumulado do ano de 2026, o Ibovespa já registra uma alta expressiva de 18,25%, refletindo um cenário otimista no mercado acionário brasileiro.

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Dólar comercial despenca e atinge menor nível em quase dois anos

Paralelamente, o mercado de câmbio viveu um dia de forte movimento. O dólar comercial fechou a sessão sendo vendido a R$ 5,176, registrando um recuo significativo de R$ 0,051, o que representa uma queda de 0,98%. A moeda estadunidense abriu o dia próxima da estabilidade, mas iniciou uma trajetória de queda ainda no período da manhã, consolidando-se no patamar de R$ 5,17 próximo ao encerramento das negociações.

Este nível representa o menor valor para a divisa desde 28 de maio de 2024, quando foi cotada a R$ 5,15. Na semana, o dólar acumulou uma desvalorização de 1,03%, e no ano de 2026, a queda já soma 5,69%. O euro comercial também acompanhou a tendência, recuando 0,86% e fechando a R$ 6,09, seu menor patamar desde 27 de fevereiro do ano passado.

Decisão judicial americana impacta moedas emergentes

A decisão da Suprema Corte norte-americana, que derrubou quase a totalidade das tarifas impostas durante a gestão Trump, reverberou em todo o planeta, provocando uma desvalorização generalizada do dólar. As moedas de países emergentes, incluindo o real brasileiro, foram bastante beneficiadas por este movimento, atraindo fluxos de capital e fortalecendo suas posições.

Curiosamente, mesmo o anúncio feito por Donald Trump de que pretende impor uma tarifa global de 10% por um período de 120 dias sobre produtos que ingressem nos Estados Unidos não foi suficiente para conter o otimismo do mercado. Após a coletiva de imprensa onde a medida foi divulgada, o dólar acelerou sua queda e a bolsa ampliou seus ganhos, indicando uma confiança robusta dos investidores na decisão judicial.

Este episódio destaca a interconexão dos mercados globais e como decisões políticas e judiciais em economias centrais podem ter efeitos imediatos e profundos em nações emergentes, moldando cenários econômicos e oportunidades de investimento em escala internacional.

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