Mulher que matou cão com picareta é presa e solta em Porto Alegre
Mulher que matou cão com picareta é presa e solta em POA

Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante por maus-tratos a animais durante uma operação da Polícia Civil na segunda-feira (4) em Porto Alegre. Identificada como Cásia de Souza Zatti, que atua como bombeira civil, ela foi filmada matando um cão chamado Branquinho com uma picareta em novembro do ano passado. Apesar da gravidade da denúncia, a suspeita foi solta na terça-feira (5) após decisão da Justiça.

Detalhes do crime e da investigação

O crime ocorreu na residência dela, no bairro Aparício Borges, na Zona Leste da capital. A investigação começou após o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) receber as imagens e encaminhá-las à polícia. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram 35 animais em situação precária, sem água e alimentação adequada, com baixo peso, e um cão acorrentado em local insalubre. Diante disso, a mulher foi presa em flagrante pelo crime de maus-tratos. No local, um homem também foi preso por ter um mandado de prisão em aberto contra ele.

Resgate dos animais

Foram resgatados três cavalos, 24 galinhas, sete cães e um gato. Eles foram encaminhados para abrigos, onde passariam por avaliação veterinária.

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Decisão judicial e medidas cautelares

Após a prisão em flagrante, a mulher foi encaminhada ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), onde passou por audiência de custódia na terça-feira. A juíza Michele Scherer Becker concedeu liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Ela foi proibida de manter sob sua guarda qualquer tipo de animal. Entre as determinações impostas também estão o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, o comparecimento sempre que intimada, a manutenção de endereço e telefone atualizados, além do comparecimento a atendimento psicológico em unidade de saúde, com comprovação periódica nos autos.

Recurso do Ministério Público

Nesta sexta-feira (8), o MPRS recorreu da decisão da Justiça e pediu a prisão preventiva da investigada. O promotor Felipe Teixeira Neto argumenta que "a manutenção da liberdade representa risco concreto de reiteração delitiva, especialmente pelo histórico da investigada e pela natureza dos crimes, praticados em ambiente doméstico e com vítimas indefesas e indeterminadas". Para o promotor, as medidas cautelares impostas, como a proibição de manter animais sob sua guarda, são insuficientes para impedir novas infrações.

Manifestação e posicionamento oficial

Ainda na terça-feira, manifestantes se reuniram em frente à sede do Nugesp para pedir punição à mulher. Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) informou que ela "não integra os quadros da Corporação". O g1 não havia localizado a defesa da mulher até a última atualização desta reportagem.

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