Suprema Corte dos EUA derruba tarifas de Trump e influencia mercados globais
Suprema Corte dos EUA derruba tarifas de Trump e afeta mercados

Suprema Corte dos Estados Unidos derruba tarifas de Trump e gera reações nos mercados

A Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão histórica na sexta-feira (20), derrubando as tarifas amplas impostas pelo presidente Donald Trump sobre importações de parceiros comerciais, conhecidas como "tarifaço". Por 6 votos a 3, os juízes concluíram que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não autoriza o presidente a criar tarifas unilateralmente, exigindo uma autorização clara do Congresso. O presidente da Corte, John Roberts, liderou a maioria, enquanto Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos.

Resposta agressiva de Trump e novas medidas tarifárias

Em reação à decisão, Donald Trump criticou a Suprema Corte, classificando-a como "vergonhosa" e "terrível", e anunciou uma nova taxa global de 10%. Ele afirmou ter "métodos ainda mais fortes" à disposição, incluindo a ativação da Seção 122 da legislação comercial para impor tarifas temporárias e o uso da Seção 301 para investigar práticas comerciais desleais. No sábado (21), Trump reforçou seu tom agressivo, elevando a alíquota de 10% para 15%, mantendo o tema comercial no centro das atenções dos investidores.

Impacto nos mercados financeiros globais

Os mercados reagiram imediatamente à decisão. Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street fecharam em alta: Dow Jones subiu 0,47%, S&P 500 avançou 0,71% e Nasdaq Composite teve alta de 0,90%. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,84%, com destaque para o CAC-40 da França (alta de 1,39%) e o DAX da Alemanha (avanço de 0,87%). Na Ásia, os mercados tiveram um dia misto, influenciados por tensões geopolíticas, com o Nikkei do Japão caindo 1,1% e o Kospi da Coreia do Sul subindo 2,31%.

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Cenário econômico dos Estados Unidos e indicadores

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou a uma taxa anualizada de 1,4% no quarto trimestre de 2025, abaixo da expectativa de 3%, impactado por um aumento do déficit comercial e pela paralisação do governo, que reduziu o crescimento em até 1,5 ponto percentual. A inflação, medida pelo núcleo do PCE, acelerou para 3% em 12 meses, reforçando a possibilidade de o Fed adiar cortes de juros. Trump defendeu juros mais baixos para estimular a economia, em um cenário descrito por economistas como "crise de acessibilidade", com desigualdades de renda.

Mercado brasileiro e indicadores locais

No Brasil, o dólar abriu em alta nesta segunda-feira (23), com avanço de 0,15%, cotado a R$ 5,1838, enquanto o Ibovespa iniciou as negociações às 10h. Na sexta-feira, após a decisão da Suprema Corte, o Ibovespa subiu 1,06%, fechando a 190.534 pontos, e o dólar caiu 0,98% para R$ 5,1758. Economistas reduziram a estimativa de inflação para 2026 de 3,95% para 3,91%, no sétimo recuo consecutivo, conforme o boletim Focus do Banco Central. A taxa de desemprego caiu para 5,1% no quarto trimestre de 2025, o menor nível da série histórica, com destaque para Santa Catarina (2,2%) como a menor taxa.

Perspectivas futuras e desdobramentos

A decisão da Suprema Corte deve continuar influenciando os mercados globais, com Trump prometendo novas ações tarifárias. Investidores monitoram de perto as tensões comerciais e os indicadores econômicos, como inflação e crescimento, para ajustar suas estratégias. No Brasil, a queda do desemprego e a redução da inflação projetada podem oferecer algum alívio, mas a volatilidade cambial e as repercussões internacionais permanecem como fatores de risco.

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