México negocia venda de combustíveis da Pemex a empresas privadas para Cuba
México negocia venda de combustíveis da Pemex para Cuba

México negocia venda de combustíveis da Pemex a empresas privadas para Cuba

O governo do México está em conversas avançadas com várias empresas privadas que demonstraram interesse em adquirir combustíveis da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) para posterior revenda a companhias cubanas. A informação foi confirmada pela presidente Claudia Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa matinal desta segunda-feira (30).

Contexto internacional e declarações de Sheinbaum

Os comentários da presidente mexicana ocorrem em um momento delicado das relações internacionais, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não tinha nenhum problema com o envio de petróleo russo a Cuba. Essa declaração contrasta com a postura anterior de Washington, que havia impedido a chegada à ilha de petróleo venezuelano e também de outros países, incluindo o México, sob ameaça de tarifas aduaneiras.

Há empresas privadas que se aproximaram de nós, por exemplo, para poder comprar combustível da Pemex e levá-lo elas mesmas às empresas privadas de Cuba, afirmou Sheinbaum, acrescentando que há várias empresas, não apenas uma envolvidas nas negociações.

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Detalhes das negociações e empresas envolvidas

Sem citar nomes específicos, a chefe de Estado mexicana indicou que se trata de empresas que atuam no setor de transporte e exportação de combustíveis. Ela explicou que, em Cuba, existem empresas privadas, como redes hoteleiras, que necessitam desses combustíveis para suas operações e fazem acordos diretamente com essas companhias.

Não necessariamente é um acordo governo a governo, detalhou a presidente, enfatizando o caráter comercial da operação. Esta abordagem se alinha com o anúncio do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos no fim de fevereiro, que autorizou a venda de gás e outros combustíveis a Cuba quando destinada ao setor privado para suas atividades.

Cenário econômico e político em Cuba

A ilha comunista enfrenta uma forte escassez de petróleo e está imersa em uma longa crise econômica e política, agravada pela falta de produtos básicos e pela multiplicação dos apagões. Esta situação se deve, em grande parte, ao bloqueio de petróleo imposto por Washington.

Desde 2021, pequenas e médias empresas privadas passaram a existir legalmente em Cuba, após mais de meio século de proibição oficial. Em março passado, o governo de Havana também autorizou a criação de empresas mistas entre o Estado e o setor privado, abrindo novas possibilidades comerciais.

Desenvolvimentos recentes no abastecimento energético

Nesta mesma segunda-feira, a Rússia informou que o petroleiro Anatoly Kolodkin, carregado com 730 mil barris de petróleo bruto, havia chegado a Cuba. Este envio ocorre após a interrupção do abastecimento de petróleo da Venezuela, que era o principal fornecedor da ilha.

A crise venezuelana se intensificou após a operação militar na qual os Estados Unidos depuseram o presidente Nicolás Maduro, em janeiro, criando um vácuo no fornecimento energético que países como Rússia e México agora buscam preencher através de diferentes canais.

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