Júri dos EUA condena Live Nation por monopólio ilegal no mercado de shows e ingressos
Live Nation condenada por monopólio ilegal nos EUA

Júri federal dos Estados Unidos condena Live Nation por práticas monopolistas

Um júri federal em Nova York emitiu um veredicto histórico nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, declarando que a Live Nation Entertainment, empresa controladora da Ticketmaster, operou como um monopólio ilegal no mercado de shows e venda de ingressos. A decisão representa uma vitória significativa para as autoridades antitruste norte-americanas após semanas de julgamento.

Práticas que prejudicaram consumidores e concorrência

Os jurados concluíram que o domínio da Live Nation no setor permitiu uma série de práticas anticoncorrenciais que resultaram em preços mais altos para os consumidores. Entre as irregularidades apontadas estão:

  • Cobrança de taxas consideradas indevidas e abusivas
  • Dificuldade de entrada para concorrentes no mercado
  • Controle excessivo sobre múltiplas etapas da cadeia de shows
  • Pressão sobre casas de shows para fechar contratos exclusivos

A ação judicial foi movida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos com o apoio de dezenas de estados, que alegaram violação sistemática das leis antitruste do país.

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CEO Michael Rapino no centro das investigações

Durante o julgamento, o CEO Michael Rapino foi extensivamente questionado sobre diversos episódios controversos envolvendo a empresa. Um dos casos mais emblemáticos discutidos foi o caos na venda de ingressos para a turnê de Taylor Swift em 2022, quando Rapino atribuiu os problemas a um suposto ataque cibernético.

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, foi enfática em sua crítica à empresa: "Durante tempo demais, a Live Nation e a Ticketmaster têm se aproveitado dos fãs e dos artistas", declarou a autoridade durante o processo.

Defesa da empresa e próximos passos

A Live Nation manteve sua posição de inocência ao longo de todo o processo, argumentando que atua em um mercado competitivo e negando qualquer irregularidade. Em nota oficial após o veredicto, a empresa destacou que a decisão não encerra o caso e que ainda existem moções pendentes que podem alterar as conclusões sobre responsabilidade e eventuais indenizações.

Com a condenação, a empresa agora enfrenta a possibilidade de multas bilionárias e pode ser obrigada a reestruturar seus negócios. As punições específicas ainda serão determinadas pela Justiça em uma fase posterior do processo, que definirá as medidas corretivas necessárias para restaurar a concorrência no mercado.

O caso representa um marco na aplicação das leis antitruste nos Estados Unidos e pode ter repercussões significativas para toda a indústria do entretenimento ao vivo, estabelecendo precedentes importantes para a regulação do setor.

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