Inflação prevista abaixo de 4% por 4ª semana, mas distante da meta do BC
Inflação abaixo de 4% por 4ª semana, mas longe da meta do BC

Os economistas brasileiros continuam a prever uma inflação abaixo de 4% para este ano, marcando a quarta semana consecutiva de redução nas estimativas. Pela primeira vez, os analistas avaliam que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficará abaixo deste patamar, com uma diminuição de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior.

Meta do Banco Central ainda distante

Apesar da queda constante, a previsão atual ainda segue distante do centro da meta estipulada pelo Banco Central, que é de 3%, com uma variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Este cenário indica que, embora a inflação esteja em trajetória de desaceleração, os esforços para alcançar o objetivo central da autoridade monetária permanecem um desafio.

Perspectivas para os próximos anos

Simultaneamente, os economistas mantiveram as perspectivas para a inflação nos próximos três anos inalteradas. As projeções apontam para 3,8% em 2027, seguido por 3,5% em 2028 e 2029, sugerindo uma estabilização gradual no médio prazo.

Outros indicadores econômicos

Nos outros principais índices monitorados pelo mercado, não houve mudanças significativas em relação ao último levantamento. A taxa de juros permaneceu projetada em 12,25% para este ano, refletindo um cenário de cautela.

Decisão do Copom e expectativas futuras

Na última quarta-feira (28), o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a Selic em 15%, reforçando a política de estabilidade que persiste desde o ano passado. No entanto, a expectativa dos analistas é que a próxima reunião, marcada para março, acabará com essa fase de estabilidade. Eles preveem um corte de 0,5 ponto percentual, levando a taxa básica de juros para 14,5%.

Previsões para PIB e dólar

Já o PIB (Produto Interno Bruto) deve terminar o ano em 1,8%, de acordo com os economistas, indicando um crescimento modesto da economia brasileira. A previsão para o dólar continua inalterada em R$ 5,50, mostrando certa estabilidade cambial nas projeções atuais.

Salário de admissão bate recorde

Em um contexto paralelo, o valor médio de admissão com carteira no Brasil cresceu 2,5% acima da inflação no mês retrasado, em comparação com o mesmo período de 2024, alcançando R$ 2.304. Este dado, segundo informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, reflete um apagão de mão de obra e o impacto do aumento do salário mínimo, contribuindo para um recorde nos salários iniciais.