Coface projeta economia dos EUA aquecida em 2026 com crescimento de 2,2% do PIB
Economia dos EUA cresce 2,2% em 2026, projeta Coface

Coface projeta economia dos EUA aquecida em 2026 com crescimento de 2,2% do PIB

A Coface, empresa especializada em seguros de crédito, divulgou projeções otimistas para a economia dos Estados Unidos em 2026. Segundo a análise, o país deve registrar um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,2%, sustentado por fatores como o consumo das famílias de maior renda, a valorização do mercado acionário e investimentos significativos em tecnologia e infraestrutura, especialmente ligados à inteligência artificial.

Inflação alta limita cortes de juros nos Estados Unidos

Apesar do crescimento econômico, a inflação nos EUA permanece um desafio. A projeção indica que a inflação ficará em 2,7%, acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve, com expectativa de reaceleração para 3% ao longo do ano. Essa pressão inflacionária deve limitar os cortes de juros, resultando em uma política monetária mais restritiva do que inicialmente esperado pelos mercados.

Cenário moderado para a América Latina em 2026

Na América Latina, a Coface projeta um crescimento moderado do PIB, em torno de 2,3% para 2026. A região enfrenta juros elevados que devem persistir por mais tempo, além de uma forte heterogeneidade entre os países, com desempenhos econômicos variados.

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Brasil e Argentina com perspectivas distintas

No Brasil, a Coface prevê um início cauteloso do ciclo de cortes da taxa Selic, com a primeira redução esperada para março de 2026. A projeção é que a Selic encerre o ano em 12,25% ao ano, refletindo uma abordagem gradual para controlar a inflação e estimular a economia. Já a Argentina deve registrar uma expansão de 3,4% do PIB, impulsionada principalmente por uma queda expressiva na inflação, o que pode trazer alívio para consumidores e empresas.

As análises da Coface destacam a resiliência da economia norte-americana, mesmo com desafios inflacionários, enquanto a América Latina segue um caminho mais lento e desigual. As decisões políticas, como as do presidente americano, podem influenciar os fluxos de investimento global, com investidores buscando novos mercados em meio a incertezas.

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