BC questiona garantias do Will Bank à Mastercard após decretação de insolvência
As garantias oferecidas pelo Will Bank à Mastercard estão sob escrutínio do Banco Central (BC), que decretou a insolvência da fintech nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. A decisão ocorre após a Mastercard suspender o uso de sua bandeira pela instituição, revelando dificuldades financeiras significativas.
Execução de títulos pela Mastercard
Na segunda-feira, 19 de janeiro, a Mastercard informou que o Will Bank não honrou pagamentos devidos, levando a operadora a executar alguns títulos como garantia. Entre os ativos executados estão:
- Uma participação de 7% no Banco de Brasília (BRB).
- Uma participação de 32% na marca Westwing.
Essa movimentação expôs publicamente as dificuldades da fintech em cumprir seus compromissos financeiros, acelerando a intervenção regulatória.
Processo de liquidação e questionamentos
O Banco Central optou por liquidar o Will Bank, que até então havia permanecido fora do processo de liquidação do conglomerado Master, iniciado em novembro do ano anterior. Com a decretação de insolvência, o liquidante nomeado pelo BC pode agora questionar a validade das garantias dadas pelo Will Bank à Mastercard.
Esse cenário levanta dúvidas sobre a solidez das operações da fintech e o impacto nas partes envolvidas, incluindo clientes e investidores. A situação destaca os riscos no setor financeiro e a importância da supervisão regulatória em momentos de crise.
O episódio serve como um alerta para outras instituições do setor, reforçando a necessidade de transparência e gestão prudente de recursos. As próximas etapas do processo de liquidação serão cruciais para definir os rumos dos ativos e responsabilidades do Will Bank.