Banco do Brasil mantém dividendos em 30% do lucro para 2026 após queda de 60,2% no terceiro trimestre
BB mantém dividendos em 30% do lucro para 2026 após tombo

O Banco do Brasil confirmou, por meio de comunicado ao mercado, que vai distribuir 30% do seu lucro em dividendos aos acionistas no ano de 2026. A decisão, anunciada na noite de segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, reflete a condição financeira atual da instituição, considerando sua declaração de apetite e tolerância a riscos, além das metas e projeções de capital estabelecidas pela empresa.

Queda expressiva no lucro do terceiro trimestre de 2025

O cenário que justifica a manutenção do percentual de dividendos em 30% está diretamente ligado aos resultados financeiros recentes do banco. No terceiro trimestre de 2025, o Banco do Brasil reportou um lucro líquido ajustado de 3,78 bilhões de reais. Esse valor representa uma queda significativa de 60,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi substancialmente maior.

Impacto no Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE)

A rentabilidade do Banco do Brasil, medida pelo indicador de Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE), também sofreu uma redução expressiva. No terceiro trimestre de 2025, o ROE ficou em 8,4%, o que significa uma queda de 12,7 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2024, quando o índice alcançou 21,1%. Essa diminuição reflete os desafios enfrentados pelo banco, incluindo um ciclo negativo de inadimplência no segmento do agronegócio, que tem pressionado os resultados.

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Redução gradual nos pagamentos de dividendos

Vale destacar que o percentual de 30% do lucro destinado a dividendos em 2026 representa uma manutenção em relação ao ano anterior, mas configura uma redução considerável se comparado a períodos mais antigos. Em 2024, por exemplo, o Banco do Brasil chegou a pagar 45% do seu lucro em dividendos aos acionistas. A transição de 45% para 30% foi realizada ao longo de 2025, de forma gradual, e agora se consolida para o próximo exercício.

Forma e cronograma de pagamento

A forma de pagamento dos dividendos permanece inalterada. O Banco do Brasil deve efetuar o depósito aos acionistas em oito fluxos distintos. Desses, quatro pagamentos serão realizados de forma antecipada ao longo dos trimestres de referência, enquanto os outros quatro serão complementares, ocorrendo após o encerramento desses mesmos trimestres. O cronograma estabelecido prevê datas de pagamento que se estendem de 11 de março de 2026 até 10 de março de 2027, oferecendo uma distribuição regular aos investidores.

Em resumo, a decisão do Banco do Brasil de manter os dividendos em 30% do lucro para 2026 ocorre em um contexto de resultados financeiros mais modestos, com uma queda acentuada no lucro e na rentabilidade. A estratégia visa equilibrar as expectativas dos acionistas com a necessidade de preservar o capital e enfrentar os desafios atuais, como a inadimplência no agronegócio, garantindo sustentabilidade no longo prazo.

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