
Parece que o mercado financeiro global acordou de mau humor hoje. E o estopim? Uma notícia que cruzou o oceano e chegou com tudo por aqui: a demissão de uma das diretoras do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. A reação foi imediata e, vamos combinar, nada surpreendente para quem conhece o humor volátil dos investidores.
O Ibovespa, nosso termômetro principal da bolsa brasileira, deu uma bela escorregada. Os números não mentem: uma queda de 0,67%, fechando na casa dos 127 mil pontos. Não é um crash, mas é aquela notinha amarga que deixa todo mundo em alerta. Os papéis de empresas gigantes, como Vale e Petrobras, puxaram a fila dos que sentiram o baque.
E o Dólar? Bem, o Dólar...
Enquanto a bolsa chorava, a moeda americana decidiu fazer a festa. Quem não gostou nada, nada disso foi o real. O dólar comercial disparou, fechando a quinta-feira (25) sendo vendido a R$ 5,43 – um salto de 1,02%. A sensação é que qualquer notícia lá de fora, especialmente do coração do sistema financeiro mundial, é como um convite para o dólar subir e a bolsa cair. Cansativo, não?
Mas por que isso aconteceu?
Bom, a tal diretora que saiu, a Christalina Georgieva, não era qualquer uma. Ela era uma voz importante dentro do Fed, e sua saída cria um vácuo de poder e, pior, uma incerteza danada sobre o que vem por aí. O mercado, ah, o mercado... ele odeia mais do que tudo uma surpresa. E quando essa surpresa vem acompanhada de perguntas sem resposta sobre a política econômica americana, o efeito é global.
É como um dominó: uma peça cai nos EUA, e a última a tombar é a nossa economia aqui. A pergunta que fica é: será que foi só um susto, ou é o prenúncio de tempos mais turbulentos? Só o tempo – e os próximos capítulos dessa novela – vão dizer.