Variação extrema nos preços de ovos de Páscoa chama atenção em Campo Grande
Uma pesquisa realizada pelo Procon de Mato Grosso do Sul trouxe à tona uma realidade preocupante para os consumidores de Campo Grande: os preços dos produtos de Páscoa podem apresentar variações superiores a 100% entre diferentes estabelecimentos comerciais. O levantamento, conduzido nos dias 23 e 24 de março, abrangeu 14 locais, incluindo supermercados, lojas de departamento e peixarias, revelando disparidades significativas que impactam diretamente o bolso do cidadão.
Ovos infantis lideram com diferenças alarmantes
Os ovos de Páscoa infantis emergiram como os itens com a maior discrepância de preços, registrando uma variação que chega a mais do que o dobro de um local para outro. Estes produtos, que possuem aproximadamente 80 gramas e frequentemente incluem brindes voltados para o público infantil, demonstraram como a falta de padronização pode resultar em custos drasticamente diferentes para itens similares.
Outros ovos de chocolate também não ficaram atrás, apresentando variações importantes que ultrapassam os 50% em diversos casos. A análise do Procon destacou ainda que:
- As caixas de bombons tiveram diferenças de preço próximas a 40%.
- Os kits com chocolates variados registraram variações acima de 30%.
- As colombas pascais, tanto com frutas quanto com gotas de chocolate, mostraram diferenças menores, em torno de 20%.
Orientações do Procon para um consumo consciente
Diante dessas constatações, o órgão de defesa do consumidor emitiu orientações valiosas. É fundamental que o consumidor fique atento ao peso dos produtos, pois itens aparentemente similares podem conter quantidades distintas, afetando o custo-benefício. Além disso, para produtos que incluem brinquedos, é crucial verificar a presença do selo de segurança, que garante que os itens passaram por testes adequados e são apropriados para uso, especialmente por crianças.
Variações se estendem aos peixes da Semana Santa
A pesquisa também investigou os preços de peixes tradicionalmente consumidos durante a Semana Santa, encontrando disparidades igualmente significativas. Nas peixarias, o filé de salmão apresentou a maior variação, alcançando 82%, com o valor médio do quilo superando a marca de R$ 100. Em contraste, o salmão inteiro teve um preço médio consideravelmente menor.
O bacalhau, outro item típico da época, também mostrou diferenças expressivas, com variações acima de 40% entre os estabelecimentos. Entre os peixes de água doce, as oscilações foram mais moderadas, com as maiores diferenças registradas no filé de pintado de cativeiro e na costela de pacu, ambas em torno de 30%.
Este levantamento serve como um alerta para a necessidade de pesquisa prévia e comparação de preços antes das compras de Páscoa, assegurando que os consumidores de Campo Grande possam fazer escolhas mais informadas e econômicas em um período marcado por celebrações e gastos extras.



