Gás de cozinha sobe R$ 10 em Rio Preto e impacto no orçamento familiar preocupa
Gás de cozinha sobe R$ 10 em Rio Preto e afeta orçamento

Aumento de R$ 10 no gás de cozinha pressiona orçamento das famílias em Rio Preto

O preço do gás de cozinha registrou um aumento médio de R$ 10 em São José do Rio Preto, a maior cidade da região noroeste de São Paulo, elevando o custo do botijão de 13 quilos para uma média de R$ 120 no município. Em algumas revendedoras, o produto já alcança valores de até R$ 130, situação que pesa significativamente no orçamento das famílias locais. Para os consumidores que optam pela entrega em domicílio, uma taxa adicional de até R$ 10 é aplicada, agravando ainda mais o impacto financeiro.

Cenário internacional e fatores econômicos explicam alta

Este reajuste recente ocorre em um contexto de elevação nos preços de outros itens essenciais, como combustíveis, reflexo direto dos conflitos no Oriente Médio envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. De acordo com Éder Freitas, presidente da Associação dos Revendedores de Água e Gás de Rio Preto, a alta está principalmente vinculada ao preço do petróleo no mercado internacional. O barril, que anteriormente oscilava entre 75 e 80 dólares, chegou a aproximadamente 110 dólares no início da semana, pressionando toda a cadeia de distribuição.

Embora nesta quarta-feira (8) o preço do petróleo tenha caído abaixo de US$ 100 por barril, após perspectivas de cessar-fogo na região, os efeitos já se fazem sentir no bolso do consumidor. Freitas ressalta que as empresas reduziram custos internos ao máximo, mas precisam repassar os reajustes para manter as operações. "Todas as alterações dos preços na distribuição precisam ser repassadas para o consumidor para que as empresas possam manter as portas abertas", afirmou em entrevista à TV TEM.

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Mudanças na comercialização e fiscalização da ANP

O economista André Yano aponta que mudanças na forma de comercialização do gás de cozinha também influenciam o valor final. Leilões realizados pela Petrobras para aquisição do gás passaram a considerar lances, o que pode elevar os custos para distribuidoras e, consequentemente, para o consumidor. "Em momentos normais do mercado, sem a influência da guerra, a venda do gás de cozinha da Petrobras pelas distribuidoras ocorria de maneira previsível e com preço fixo. Com a guerra, houve expansão do preço do petróleo e a Petrobras adotou a prática do leilão de gás", explica Yano.

Os leilões em áreas de elevada demanda registraram ágios que superam 100% em relação aos preços normalmente praticados em contratos de fornecimento, dinâmica que pode provocar encarecimento do combustível e gerar impactos ao consumidor. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou recentemente uma ação de fiscalização para apurar informações relacionadas aos ágios nos leilões de GLP (gás de cozinha) realizados pela Petrobras.

Impacto prático no dia a dia e dicas para economizar

Na prática, o aumento já afeta diretamente quem depende do gás no cotidiano. Uma confeiteira de Rio Preto, por exemplo, que utiliza cerca de três botijões por mês, pagava R$ 105 por unidade, mas nos últimos dias desembolsou R$ 122, representando uma alta de aproximadamente 16%. Diante deste cenário, especialistas recomendam medidas para economizar o gás:

  • Utilizar panela de pressão para reduzir o tempo de cozimento
  • Manter as panelas tampadas durante o preparo dos alimentos
  • Reduzir o fogo após o início da fervura

"Essas estratégias ajudam a diminuir o uso do gás no preparo dos alimentos", finaliza Éder Freitas. A situação não se restringe a Rio Preto, ocorrendo também em outros municípios brasileiros, onde famílias enfrentam desafios similares para equilibrar o orçamento frente aos aumentos de itens essenciais.

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