Entenda os fatores que influenciam a alta e a queda do dólar no mercado brasileiro
Fatores que influenciam a alta e queda do dólar no Brasil

Entenda os fatores que influenciam a alta e a queda do dólar no mercado brasileiro

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira, 2 de maio, com os olhos voltados para o cenário interno e externo, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, preparava-se para abrir às 10 horas. As movimentações no mercado financeiro refletem uma série de acontecimentos políticos e econômicos que impactam diretamente a cotação da moeda americana.

Declarações de Trump sobre o conflito com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã pode chegar ao fim em duas a três semanas, mesmo sem a necessidade de um acordo formal com Teerã. Em declarações feitas na terça-feira, o republicano também destacou que os Estados Unidos deixarão o território persa "muito em breve". Com a possibilidade de redução das tensões, os preços do petróleo recuaram no mercado internacional.

Por volta das 17 horas, horário de Brasília, os contratos do barril do Brent para junho caíam expressivos 2,90%, negociados a US$ 100,95. Essa queda reflete a expectativa de menor instabilidade geopolítica, o que tende a aliviar pressões inflacionárias em economias dependentes de combustíveis.

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Medidas do governo brasileiro para conter o preço do diesel

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal fará todos os esforços necessários para evitar uma alta no preço do diesel, combustível que influencia diretamente o custo dos alimentos e a logística de transporte. Lula ressaltou que a guerra no Irã não pode prejudicar os brasileiros e anunciou medidas concretas para mitigar os efeitos.

Entre as ações, o governo federal e os estados anunciaram uma subvenção a importadores de diesel. O incentivo será de R$ 1,20 por litro, sendo metade bancada pela União e a outra metade pelos estados. Essa iniciativa busca estabilizar os preços internos e proteger a população dos impactos da volatilidade internacional.

Desempenho do dólar e do Ibovespa

O dólar apresentou os seguintes desempenhos acumulados:

  • Acumulado da semana: -1,62%
  • Acumulado do mês: -0,43%
  • Acumulado do ano: -6,05%

Já o Ibovespa registrou:

  • Acumulado da semana: +3,52%
  • Acumulado do mês: +0,26%
  • Acumulado do ano: +16,65%

Detalhes sobre a posição de Trump no conflito

O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que a participação americana no conflito com o Irã pode terminar em breve. Em declarações na terça-feira, 31 de abril, ele afirmou que os Estados Unidos devem deixar o Irã "muito em breve" e destacou que Teerã não precisa necessariamente assinar um acordo formal para que os ataques sejam interrompidos.

Uma reportagem publicada na segunda-feira, 30 de abril, pelo The Wall Street Journal, citando fontes do governo americano, revelou que Trump teria dito a assessores que está disposto a encerrar a guerra mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado. Segundo o jornal, o presidente e seus conselheiros avaliam que uma operação militar para reabrir completamente a rota marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido por Trump.

A estratégia discutida pelo governo seria concentrar os ataques em alvos militares considerados centrais, como a marinha iraniana e a capacidade de lançamento de mísseis do país. Após essa fase, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.

Críticas de Trump a aliados e impactos nos mercados

As declarações do presidente também vieram acompanhadas de críticas a aliados dos Estados Unidos. Trump afirmou que outros países deveriam "buscar seu próprio petróleo" e reclamou da falta de maior envolvimento desses governos no esforço militar. Ele ainda ameaçou reduzir o apoio militar a aliados europeus, citando especialmente o Reino Unido.

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Segundo Trump, o governo britânico poderia ter de lidar sozinho com eventuais confrontos no Estreito de Ormuz, embora o país não tenha participado diretamente da guerra. O presidente também sugeriu que países europeus passem a comprar petróleo dos Estados Unidos, afirmando que o país "tem bastante".

Os efeitos do conflito já começam a aparecer em alguns mercados. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina ultrapassou US$ 4 por galão na terça-feira, atingindo o nível mais alto desde 2022. O aumento dos combustíveis pode trazer pressão adicional para a economia americana em um ano de eleições para o Congresso.

Desempenho dos mercados globais

Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,48%, aos 46.565,86 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,69%, aos 6.573,89 pontos, e o Nasdaq teve ganhos de 1,16%, aos 21.840,95 pontos.

Na Europa, as bolsas fecharam com ganhos generalizados. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 2,41%, aos 597,19 pontos. Entre os principais mercados:

  1. O FTSE 100, de Londres, avançou 1,85%, aos 10.364,79 pontos
  2. O DAX, de Frankfurt, teve alta de 2,73%, aos 23.298,89 pontos
  3. O CAC 40, de Paris, ganhou 2,10%, aos 7.981,27 pontos

Na Ásia, os mercados também fecharam em alta:

  • Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 2,2%, para 25.339,45 pontos
  • O índice composto de Xangai terminou o dia com alta de 1,5%, aos 3.948,55 pontos
  • O Nikkei, de Tóquio, subiu expressivos 5,2%, para 53.739,68 pontos

As informações são da agência de notícias Reuters, que acompanha de perto as movimentações dos mercados financeiros globais.