Dívida Pública Federal Cresce 18% em 2025, Alcançando R$ 8,635 Trilhões
Dívida Pública Federal Cresce 18% e Atinge R$ 8,635 Trilhões

Dívida Pública Federal Cresce 18% em 2025, Alcançando R$ 8,635 Trilhões

A dívida pública federal apresentou um crescimento significativo de 18% no ano passado, elevando seu estoque para a marca de R$ 8,635 trilhões. Este aumento representa a maior alta registrada desde o ano de 2015, superando inclusive o avanço observado em 2020, período marcado pela pandemia da Covid-19, quando o crescimento foi de 17,9%.

O Que É a Dívida Pública Federal?

A dívida pública federal corresponde às obrigações contraídas pelo Tesouro Nacional com o objetivo de financiar o déficit orçamentário do governo federal. Em termos práticos, isso significa que o governo recorre a esse mecanismo quando suas despesas ultrapassam a arrecadação proveniente de impostos e contribuições. O estoque da dívida não aumenta apenas devido ao déficit primário, mas também em função dos juros acumulados.

Esse endividamento surge e se expande sempre que o governo gasta mais do que arrecada. Quando as receitas fiscais e outras fontes de renda não são suficientes para cobrir todas as despesas, o governo busca financiamento junto a seus credores. Entre esses credores, destacam-se pessoas físicas, empresas e instituições financeiras que adquirem títulos da dívida pública.

Detalhes do Crescimento e Impacto dos Juros

Em dezembro de 2024, o estoque da dívida pública federal estava em R$ 7,316 trilhões. No entanto, ao longo do ano passado, houve um avanço de mais de R$ 1,3 trilhão, refletindo a magnitude do aumento. Segundo relatório do Tesouro Nacional, o crescimento de 18% foi "impulsionado principalmente pela apropriação de juros, refletindo, em grande medida, o patamar da taxa de juros da economia".

O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, enfatizou que não são os gastos primários do governo – aqueles que excluem os juros da dívida – que estão impactando esse cenário. "Não é o quadro primário que está impulsionando a dívida", afirmou Ceron, destacando o papel central dos juros na dinâmica atual.

Composição da Dívida e Influência da Selic

Quase metade da dívida pública federal está atrelada à taxa básica de juros da economia, conhecida como Selic, que é definida pelo Banco Central. Com a alta da Selic, que chegou a 15% no ano passado, a dívida pública tende a aumentar de forma proporcional. Além disso, outros 26% da dívida do Tesouro estão vinculados ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), o que significa que acompanham a inflação, adicionando outra camada de complexidade ao seu crescimento.

Previsões e Metas para o Futuro

O Tesouro Nacional também divulgou o Plano Anual de Financiamento de 2016, que estabelece previsões e metas para a dívida pública federal. De acordo com esse plano, o limite máximo da dívida está projetado em R$ 10,3 trilhões, enquanto o limite mínimo é de R$ 9,7 trilhões. Isso indica que a dívida poderá crescer até aproximadamente 19% neste ano, mantendo a tendência de expansão observada recentemente.

Essas projeções reforçam a importância de monitorar a evolução da dívida pública, considerando seus impactos na economia brasileira e nas políticas fiscais do governo federal.