Dólar oscila com inflação dos EUA e caso Banco Master; Ibovespa fecha semana em alta
Dólar oscila com inflação dos EUA e caso Banco Master

Dólar sob atenção do mercado nesta sexta-feira

O dólar inicia esta sexta-feira, 13 de fevereiro, com o mercado financeiro brasileiro atento aos dados de inflação nos Estados Unidos e às investigações relacionadas ao Banco Master, que envolvem o Supremo Tribunal Federal. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, abre às 10 horas, marcando a última sessão antes do feriado de Carnaval, com expectativas de encerrar a semana em território positivo.

Agenda econômica define rumos do câmbio

Na agenda econômica internacional, o destaque principal é a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos. Este indicador crucial mede a inflação na maior economia do mundo, acompanhando a variação dos preços de itens essenciais como alimentação, moradia, energia e serviços. Os resultados ajudam o mercado a antecipar os próximos movimentos dos juros americanos, influenciando diretamente o fluxo de capitais e a cotação do dólar em mercados emergentes como o Brasil.

No cenário doméstico, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro apresentou queda de 0,42%, após alta de 0,29% no mês anterior, em resultado mais fraco do que o esperado pelos analistas. Com essa performance, o índice passou a acumular deflação de 2,25% em 12 meses, segundo dados consolidados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

STF e Banco Master em foco político

No âmbito político-judiciário, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli solicitou o afastamento da relatoria dos processos que envolvem as apurações sobre o Banco Master. Com essa decisão, todos os atos praticados pelo ministro no inquérito permanecem válidos, cabendo agora ao novo relator, ministro André Mendonça, tomar novas decisões sobre o caso que tem capturado a atenção do mercado financeiro.

Desempenho corporativo em análise

No ambiente corporativo, o mercado acompanha atentamente o resultado trimestral da Usiminas (USIM5) e a teleconferência da Vale (VALE3), que encerrou o quarto trimestre no vermelho. Também permanece no radar dos investidores o calote de R$ 3,6 bilhões informado pelo Banco do Brasil, comunicado oficialmente na quarta-feira, 11 de fevereiro, durante a divulgação de seu balanço financeiro.

Indicadores de mercado em fevereiro

O dólar acumula performance negativa nesta semana, com queda de 0,39%, enquanto no mês a desvalorização chega a 0,91% e no ano a redução atinge expressivos 5,26%. Em contrapartida, o Ibovespa apresenta acumulado semanal positivo de 2,63%, com ganhos mensais de 3,53% e avanço anual robusto de 16,53%.

Setor de serviços brasileiro recua em dezembro

O setor de serviços no Brasil registrou leve queda de 0,4% em dezembro de 2025 em relação a novembro, interrompendo uma sequência de nove meses consecutivos de alta seguida por período de estabilidade. Apesar do recuo mensal, na comparação com dezembro de 2024, o volume de serviços cresceu 3,4%, enquanto no acumulado de 12 meses o avanço foi de 2,8%.

Mesmo com a contração no fim do ano, o setor mantém-se em nível elevado: está aproximadamente 19,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, período pré-pandemia, e apenas 0,4% abaixo do recorde histórico registrado em novembro de 2025. A queda mensal foi puxada principalmente pelo segmento de transportes, que recuou 3,1%, com perdas significativas no transporte terrestre, aéreo, aquaviário e nos serviços de armazenagem e correios.

Também houve retração em outros serviços e em serviços profissionais e administrativos. Por outro lado, as áreas de informação e comunicação e os serviços prestados às famílias registraram crescimento positivo. O economista Maykon Douglas avalia que o crescimento recente do setor foi menos disseminado e mais dependente do segmento de transportes e logística, que tradicionalmente tem puxado o desempenho geral.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Mercado de trabalho americano em ajuste

Nos Estados Unidos, o número de americanos que entraram com pedido de seguro-desemprego caiu na semana passada, porém em magnitude menor do que o mercado esperava. A redução foi modesta, possivelmente influenciada por tempestades de inverno que afetaram diversas regiões do país. Os pedidos iniciais recuaram em 5 mil, totalizando 227 mil na semana encerrada em 7 de fevereiro, conforme dados do Departamento do Trabalho dos EUA.

A previsão dos economistas era de 222 mil solicitações no período. Essa queda compensou apenas parte da alta registrada na semana anterior, atribuída às fortes nevascas, temperaturas extremamente baixas e ajustes sazonais comuns no fim de ano e início de janeiro. Apesar dessas variações, o mercado de trabalho americano segue relativamente estável, com crescimento do emprego acelerando em janeiro e taxa de desemprego caindo de 4,4% em dezembro para 4,3%.

Cenário político brasileiro em pesquisa

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos sete cenários de segundo turno testados com nomes da oposição, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos percentuais. A menor diferença é de cinco pontos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como principal candidato da oposição.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirma que "a pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco". Esta é a primeira pesquisa da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos, já que ele tem afirmado publicamente que buscará a reeleição.

Detalhes da pesquisa eleitoral

No cenário Lula versus Flávio Bolsonaro, os números mostram:

  • Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro)
  • Flávio Bolsonaro: 38% (permaneceu em 38% em janeiro e era 36% em dezembro)
  • Indecisos: 2% (mantiveram-se em 2% em janeiro e eram 3% em dezembro)
  • Branco/nulo/não vai votar: 17% (aumentou de 15% em janeiro e dezembro)

Entre os eleitores que se consideram independentes, grupo que pode ser decisivo na disputa eleitoral, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro reduziu-se significativamente: era de 16 pontos e agora é de apenas cinco pontos. Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, enquanto o senador registrava 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio Bolsonaro.

Bolsas globais com desempenhos mistos

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda expressiva, pressionados pelo fraco desempenho das ações de tecnologia. Resultados corporativos e dados de emprego divulgados na véspera também permaneceram no radar dos investidores. O Dow Jones caiu 1,34%, enquanto o S&P 500 recuou 1,55% e a Nasdaq teve queda mais acentuada de 2,04%.

Na Europa, a maioria dos índices da região fechou em território negativo, conforme investidores avaliavam novos balanços corporativos e dados econômicos locais. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,49%. Entre os demais destaques, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,67%, enquanto o CAC-40, de Paris, ganhou 0,33%. O Ibex-35, de Madri, por sua vez, caiu 0,82%.

Os mercados asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira com desempenhos variados. No fechamento, Xangai registrou leve alta de 0,05%, aos 4.134 pontos, e o CSI300 subiu 0,12%, para 4.719 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,86%, aos 27.032 pontos. Tóquio recuou marginalmente 0,02%, indo a 57.639 pontos, enquanto Seul registrou forte alta de 3,13%, aos 5.522 pontos. Taiwan não teve pregão aberto, e Cingapura avançou 0,47%, alcançando 5.008 pontos.