Dólar e Ibovespa sob pressão com tensões no Oriente Médio e prisão de banqueiro
Dólar e Ibovespa sob pressão com conflito e prisão de banqueiro

Mercados financeiros em alerta com cenário interno e externo

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (9) com os olhos voltados para um cenário misto, que combina tensões geopolíticas internacionais e desdobramentos criminais no Brasil. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, aguardava a abertura às 10h, sob um clima de cautela entre os investidores.

Conflito no Oriente Médio pressiona preços do petróleo

O aumento das tensões no Oriente Médio voltou a guiar os mercados nesta sexta-feira, marcando o sétimo dia de um conflito que começou com novos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e ao Líbano. O governo americano afirmou ter entrado em uma nova fase da guerra, envolvendo um "aumento drástico" do poder de fogo sobre o território iraniano, novos ataques ao programa de mísseis de Teerã e bombardeios à infraestrutura do regime dos aiatolás.

Com temores sobre os impactos do conflito no mercado de petróleo, a commodity sinalizava mais um dia de alta. No fechamento do dia, os índices futuros do barril do Brent, referência internacional, subiram expressivos 8,5%, sendo cotados a US$ 92. Analistas do banco J.P. Morgan alertaram que o fechamento do Estreito de Ormuz pode começar a afetar o fornecimento global de petróleo em poucos dias, com risco de cerca de 3,3 milhões de barris por dia deixarem de chegar ao mercado.

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Prisão de Daniel Vorcaro e Operação Compliance Zero

No noticiário local, as atenções seguiam voltadas aos desdobramentos da nova prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O banqueiro chegou na quinta-feira à Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, e deve ficar em isolamento por 10 dias. A nova fase da Operação Compliance Zero revelou que Vorcaro comandava uma "milícia privada" chamada "A Turma", usada para intimidar e espionar adversários, além de acessar ilegalmente sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol. Dois servidores do Banco Central também estariam envolvidos.

Agenda econômica: payroll americano e resultados da Petrobras

Na agenda econômica, o destaque ficou com os novos dados do payroll, relatório de emprego oficial dos Estados Unidos. Segundo o documento, a economia americana surpreendeu negativamente ao fechar 92 mil vagas de trabalho em fevereiro, após uma revisão para baixo de 126 mil em janeiro. Economistas previam a abertura de 59 mil postos, indicando uma desaceleração no mercado de trabalho.

O resultado da Petrobras, divulgado na véspera, também permanece no radar. A companhia informou um lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, uma alta de 200% em relação a 2024, mesmo diante de um cenário desafiador com queda nos preços do petróleo. Com o bom desempenho, as ações preferenciais da estatal subiram 3,74%.

Desempenho dos mercados e indicadores

Os mercados globais registraram quedas significativas, refletindo as preocupações com o conflito no Irã. Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos tiveram perdas:

  • Dow Jones: queda de 0,93%
  • S&P 500: recuo de 1,33%
  • Nasdaq Composite: desvalorização de 1,59%

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 registrou sua maior baixa semanal em quase um ano, com queda de 1,02%. Na Ásia, os índices misturaram altas e baixas, com o Hang Seng de Hong Kong subindo 1,72%.

Quanto aos acumulados:

  1. Dólar: Acumulado da semana: +2,97%; Acumulado do mês: +2,97%; Acumulado do ano: -3,68%.
  2. Ibovespa: Acumulado da semana: -4,41%; Acumulado do mês: -4,41%; Acumulado do ano: +12%.

O cenário permanece incerto, com investidores monitorando de perto a evolução do conflito no Oriente Médio e seus impactos na economia global, além dos desdobramentos jurídicos no Brasil.

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