Dólar inicia sessão em queda e petróleo recua com sinais de desescalada no conflito Irã-EUA-Israel
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira, 1º, em queda, recuando 0,44% na abertura, aos R$ 5,1561. O clima nos mercados globais segue influenciado pelos desdobramentos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Sinais de possível redução das tensões têm sustentado o otimismo dos investidores e pressionado os preços do petróleo.
Declarações de Trump e impacto no petróleo
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que o conflito com o Irã pode chegar ao fim em duas a três semanas, mesmo sem um acordo formal com Teerã. O republicano também declarou na terça-feira que o país deixará o território persa "muito em breve". Com a possibilidade de desescalada da guerra, os preços do petróleo recuam no mercado internacional. Um pouco antes das 9h (horário de Brasília), os contratos do barril do Brent para junho caíam 2,37%, negociados a US$ 101,51.
Medidas do governo brasileiro para conter preço do diesel
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo fará esforços para evitar uma alta no preço do diesel, combustível que influencia o custo dos alimentos. Ele também declarou que a guerra no Irã não pode prejudicar os brasileiros. Para tentar segurar o preço do diesel, o governo federal e os estados anunciaram uma subvenção para importadores do combustível. O incentivo será de R$ 1,20 por litro importado, sendo metade bancada pela União e metade pelos estados.
Agenda econômica e desempenho dos mercados
Na agenda econômica, os investidores acompanham a divulgação de dados de emprego no setor privado dos EUA, medidos pela ADP, além dos índices de gerentes de compras (PMI) da indústria calculados pela S&P Global e pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM). Em Wall Street, os mercados fecharam em alta:
- Dow Jones avançou 2,49%
- S&P 500 teve alta de 2,91%
- Nasdaq disparou 3,83%
Na Europa, os principais índices também avançaram:
- FTSE 100, de Londres, subiu 0,48%
- CAC 40, de Paris, avançou 0,57%
- DAX, de Frankfurt, registrou alta de 0,52%
Na Ásia, o desempenho foi mais fraco, com o índice Nikkei 225 de Tóquio caindo 1,6%, para 51.063,72 pontos, eliminando os ganhos acumulados desde o início do ano.
Estratégia dos EUA no conflito e impacto econômico
Donald Trump disse a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado. As informações foram reveladas pelo jornal The Wall Street Journal na segunda-feira, 30. Segundo a reportagem, Trump e conselheiros avaliaram que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima — por onde passa grande parte do petróleo mundial — prolongaria o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os preços do petróleo e afetado diversos setores ao redor do mundo.
O impacto pode prejudicar a economia dos Estados Unidos em um ano de eleições para a Câmara e o Senado. Diante disso, Trump teria afirmado que os EUA devem focar nos principais objetivos da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país. A partir daí, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.
Ações militares e desempenho de outros ativos
Já nesta terça-feira, os EUA anunciaram que sobrevoaram o Irã pela primeira vez desde o início da guerra com bombardeiros B-52. As aeronaves têm capacidade nuclear e são consideradas a "espinha dorsal" da força de bombardeiros estratégicos americanos. As informações foram reveladas primeiro pelo jornal The New York Times. A ação no espaço aéreo iraniano sugere enfraquecimento das forças do Irã.
Entre outros ativos acompanhados pelos investidores, os preços dos metais também subiam. O ouro avançava 0,6%, para US$ 4.584,10 por onça, e a prata subia 3,7%, para US$ 73,17 por onça.
Desempenho acumulado do dólar e Ibovespa
Veja abaixo os dados acumulados:
- Dólar: Acumulado da semana: -1,20%; Acumulado do mês: +0,87%; Acumulado do ano: -5,65%.
- Ibovespa: Acumulado da semana: +3,25%; Acumulado do mês: -0,70%; Acumulado do ano: +16,35%.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h, com os investidores atentos aos desdobramentos internacionais e às medidas domésticas.



