Dólar cai abaixo de R$ 5 e Bolsa sobe após turbulência política e externa
Dólar cai abaixo de R$ 5 e Bolsa reage após turbulência

O mercado financeiro brasileiro operou em recuperação parcial nesta quinta-feira (14), após a instabilidade registrada na véspera, em meio às repercussões políticas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O dólar comercial voltou a ficar abaixo de R$ 5, e a bolsa de valores interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas, reagindo positivamente aos sinais de distensão entre Estados Unidos e China, que melhoraram o apetite por risco no exterior.

Dólar recua e acumula ganhos na semana

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,986, com recuo de R$ 0,022 (-0,45%). A cotação iniciou o pregão em R$ 5,02, caiu para R$ 4,97 ao longo da manhã e estabilizou-se em R$ 4,98 no restante do dia. A moeda estadunidense devolveu parte da forte alta registrada na quarta-feira, quando subiu mais de 2% diante da piora do humor doméstico. Apesar do recuo desta quinta, a divisa ainda acumula valorização de 1,89% na semana e ganhos de 0,68% em maio. Investidores avaliaram que a disparada da moeda na sessão anterior refletiu também realização de lucros, já que o real vinha acumulando forte valorização em 2026.

Ibovespa avança com Petrobras e bancos

O índice Ibovespa, da B3, avançou 0,72%, aos 178.365 pontos, acompanhando o desempenho positivo das bolsas de Nova York e voltando a subir após três sessões consecutivas de perdas. O índice foi sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, que têm maior peso no indicador, e pelos papéis de bancos. As ações ordinárias (com voto em assembleia de acionistas) da Petrobras valorizaram-se 0,82%, enquanto os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 0,96%. Apesar da recuperação desta quinta, o Ibovespa acumula queda de 3,12% na semana e de 4,78% no mês. No ano, o índice ainda sobe 10,70%.

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Cenário externo favorável impulsiona ativos

O mercado global acompanhou sinais positivos nas conversas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Segundo Trump, o governo chinês teria se manifestado favoravelmente à manutenção da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam em alta, impulsionados também por dados fortes de vendas no varejo americano, reforçando a percepção de resiliência da economia estadunidense.

Petróleo encerra em leve alta

O petróleo encerrou o dia em leve alta, em sessão marcada pela volatilidade causada pelas tensões no Oriente Médio. O barril do Brent para julho, referência para as negociações internacionais, subiu 0,09%, a US$ 105,72. O barril WTI para junho, do Texas, avançou 0,15%, a US$ 101,17. O mercado reagiu a relatos de que uma embarcação teria sido levada para águas iranianas próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos, aumentando a preocupação com possíveis impactos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. Apesar das tensões, investidores também monitoraram a possibilidade de aumento da produção pela Organização dos Países Produtores de Petróleo e Aliados (Opep+), em tentativa de reduzir os impactos da crise sobre a oferta global.

Com informações da Reuters

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