Estatais brasileiras enfrentam pior déficit em fevereiro desde 2015
As empresas estatais do Brasil registraram um déficit de R$ 568 milhões em fevereiro de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira, 31 de março. Este resultado representa o pior desempenho para o mês em mais de uma década, superando os números negativos observados desde 2015, quando o rombo foi de R$ 827 milhões.
Crescimento alarmante do déficit
Em comparação com fevereiro do ano anterior, o déficit das estatais apresentou um aumento expressivo de 90%, evidenciando uma deterioração significativa nas contas públicas deste segmento. As informações constam no relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central, que monitora a saúde financeira do setor público.
Panorama geral do setor público
O setor público como um todo, que inclui União, estados, municípios e estatais, registrou um déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro. Embora este valor seja 13,6% menor que o déficit de R$ 19 bilhões verificado no mesmo mês de 2025, a situação permanece preocupante.
- O governo central, formado pela União e Banco Central, foi o principal responsável pelo rombo, com déficit de R$ 29 bilhões em fevereiro.
- Os governos regionais (estaduais e municipais) apresentaram superávit de R$ 13,7 bilhões, ajudando a compensar parcialmente o resultado negativo.
Acumulado em 12 meses preocupa
No período de doze meses encerrado em fevereiro de 2026, o setor público acumulou um déficit total de R$ 52,8 bilhões. Este montante equivale a aproximadamente 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, indicando uma pressão considerável sobre as finanças públicas nacionais.
Os especialistas alertam que a persistência de déficits nas estatais pode impactar negativamente a capacidade de investimento do governo e a confiança dos mercados na gestão fiscal brasileira. O Banco Central continua monitorando de perto esses indicadores como parte de suas atribuições de regulação do sistema financeiro nacional.



