Transporte por aplicativo dispara 83,4% em Porto Alegre, liderando alta nacional
Alta de 83,4% em transporte por app em Porto Alegre lidera IPCA

Transporte por aplicativo tem maior alta em 2025, com Porto Alegre liderando ranking nacional

O preço do transporte por aplicativo foi o item com maior alta em 2025, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os dados, divulgados em janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a inflação brasileira fechou o ano em 4,26%.

Porto Alegre no topo da lista com aumento expressivo

Porto Alegre é a capital que lidera o ranking, com uma alta impressionante de 83,4% no preço do transporte por aplicativo. Em seguida, aparecem Brasília (DF), com 67,75%, e Rio de Janeiro (RJ), com 66,27%. No outro extremo, Aracaju (SE) registrou o menor aumento, de 33,82%.

Grupo de Transportes impulsiona inflação

O grupo dos Transportes foi o que teve a maior variação no ano passado, com 0,74%. Esse resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo, que subiu 13,79%, e das passagens aéreas, com alta de 12,61%.

Posicionamento da Amobitec sobre os preços

Representando empresas como Uber e 99, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) explica que as plataformas operam com modelos de negócio que buscam equilibrar a demanda dos usuários com a oferta de motoristas. A entidade afirma que os preços são influenciados por fatores como:

  • Tempo e distância dos deslocamentos
  • Categoria do veículo escolhido
  • Nível de demanda por corridas em horários e locais específicos

Além disso, a Amobitec destaca que as empresas têm equipes dedicadas para acompanhar os custos que impactam os motoristas parceiros, realizando reajustes periódicos nos ganhos.

Ranking completo das cidades

Confira a lista das capitais com as maiores altas no preço do transporte por aplicativo em 2025:

  1. Porto Alegre (RS): 83,40%
  2. Brasília (DF): 67,75%
  3. Rio de Janeiro (RJ): 66,27%
  4. Grande Vitória (ES): 63,20%
  5. Recife (PE): 60,80%
  6. São Luís (MA): 56,77%
  7. Fortaleza (CE): 49,29%
  8. Campo Grande (MS): 48,25%
  9. Salvador (BA): 47,87%
  10. São Paulo (SP): 46,51%
  11. Goiânia (GO): 46,26%
  12. Belo Horizonte (MG): 46,14%
  13. Aracaju (SE): 33,82%

Não foram divulgados dados de Belém (PA), Curitiba (PR) e Rio Branco (AC).