Obra de revitalização na Avenida Augusto de Lima tem custo reajustado e prazo prorrogado
A obra de revitalização dos canteiros centrais da Avenida Augusto de Lima, localizada no trecho entre a Rua Santa Catarina e a Praça Afonso Arinos, no Hipercentro de Belo Horizonte, registrou um aumento de aproximadamente 24% nos custos e um atraso de quase um ano no cronograma. O investimento inicial, de R$ 957.866,16, foi acrescido em R$ 232.934,31, totalizando um novo valor. O prazo, originalmente estipulado em seis meses, deverá chegar a cerca de um ano e quatro meses.
O novo cronograma foi formalizado em 24 de abril e publicado no Diário Oficial do Município na terça-feira (28). A previsão atual é que as intervenções sejam concluídas até 29 de maio de 2026, enquanto a vigência contratual se estende até 22 de agosto de 2026. As obras tiveram início em janeiro de 2025, com entrega inicialmente prevista para julho do mesmo ano. Contudo, em dezembro de 2025, a prefeitura reconheceu o atraso devido à demora na liberação de licenças ambientais para o manejo das árvores, adiando a conclusão para janeiro de 2026. Entre janeiro e abril deste ano, os trabalhos continuaram enquanto novos prazos e valores eram negociados.
Motivos para o atraso e o aumento de custos
De acordo com informações da administração municipal, três fatores principais contribuíram para o reajuste financeiro e a prorrogação do prazo. O primeiro deles foi a necessidade de alterações para preservação ambiental. Durante a execução, constatou-se que as árvores existentes no local possuem raízes superficiais, o que exigiu a construção de jardineiras mais altas e em maior quantidade do que o previsto inicialmente.
Outro ponto foi a adequação no trânsito. A BHTrans solicitou a instalação de um novo conjunto de semáforos, o que levou a mudanças no desenho dos canteiros e à realização de serviços adicionais de engenharia. Além disso, ocorrências de furtos na região resultaram na inclusão de gastos extras com vigilância e uso de geradores de energia no canteiro de obras, medida adotada a partir de maio de 2025 para evitar interrupções nos trabalhos.
Em nota, a Subsecretaria Municipal de Zeladoria Urbana (Suzurb) informou que o aditivo contratual foi necessário após a identificação das condições das árvores no início da demolição das jardineiras antigas. Segundo o órgão, as adaptações técnicas para preservar as espécies exigiram ampliação dos serviços e, consequentemente, aumento de custos e prazo.
A intervenção integra o programa “Centro de Todo Mundo”, da Prefeitura de Belo Horizonte, que prevê ações de requalificação urbana com foco na melhoria da acessibilidade e da circulação de pedestres na região central da cidade.



