CTNBio estabelece proibição de algodão transgênico em 68 municípios maranhenses
Um despacho publicado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) no dia 17 de março determinou a proibição do cultivo de algodão transgênico em 68 municípios do estado do Maranhão. A medida, que já está em vigor, cria zonas de exclusão específicas com o objetivo claro de prevenir o fluxo gênico entre plantas geneticamente modificadas e as espécies nativas do gênero Gossypium.
Impacto prático e fundamentação técnica
Na prática, a decisão impede completamente o plantio do algodoeiro herbáceo geneticamente modificado — seja através de sementes ou caroços — em áreas consideradas sensíveis para a preservação das variedades naturais. De acordo com a CTNBio, o risco principal é que o cruzamento entre o algodão transgênico e as plantas nativas possa comprometer seriamente a diversidade genética da espécie, um patrimônio biológico de valor inestimável.
A medida se baseia em uma sólida fundamentação técnica, incluindo:
- Pareceres técnicos acumulados desde o ano de 2004
- Estudos mais recentes conduzidos pela Embrapa Algodão
- Identificação precisa de regiões com maior vulnerabilidade à contaminação genética
Municípios afetados e conformidade
No Maranhão, a restrição atinge principalmente municípios localizados na Região Norte do estado. Com esta decisão, os produtores rurais dessas localidades ficam formalmente impedidos de cultivar algodão transgênico e devem seguir rigorosamente as regras estabelecidas pelo órgão federal. A lista completa inclui 68 municípios, entre os quais:
- Açailândia
- Bacuri
- Bom Jesus das Selvas
- Buriticupu
- Cajari
- Cururupu
- Governador Newton Bello
- Igarapé do Meio
- Matinha
- Monção
- Palmeirândia
- Pinheiro
- Santa Inês
- São João Batista
- Turiaçu
- Viana
- Zé Doca
A implementação desta medida representa um passo significativo na proteção da biodiversidade e na manutenção do equilíbrio ecológico, garantindo que as variedades nativas de algodão permaneçam livres de contaminação genética.



