Exportações de café do Brasil registram queda expressiva em janeiro
O setor cafeeiro brasileiro enfrentou um início de ano desafiador, com as exportações apresentando uma redução considerável. Em janeiro de 2026, o país vendeu para o exterior um total de 2,8 milhões de sacas de café, número que representa uma queda de 31% quando comparado ao mesmo período de 2025.
Análise técnica aponta para fatores influenciadores
Eduardo Heron, diretor técnico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), destaca que diversos elementos podem ter contribuído para esse resultado. "É fundamental analisar o contexto global e as condições internas que impactam o fluxo comercial", afirma o especialista, sem detalhar especificamente quais foram os principais motivos da retração.
Apesar da queda nas exportações, o cenário produtivo para 2026 parece mais otimista. Projeções anteriores indicam que o Brasil deve colher cerca de 66,2 milhões de sacas neste ano, impulsionado pela bienalidade positiva das lavouras, condições climáticas favoráveis e boas práticas de manejo adotadas pelos produtores.
Contexto mais amplo do agronegócio brasileiro
Vale ressaltar que o desempenho do café contrasta com outros indicadores do setor agropecuário. As exportações totais da agropecuária, por exemplo, cresceram 2,1% em janeiro, com vendas para a China registrando alta, embora tenham fechado em queda para os Estados Unidos.
Além disso, o agronegócio continua sendo um pilar fundamental para a economia nacional, empregando aproximadamente 26% de todos os trabalhadores ocupados no país, conforme dados recentes que mostram um aumento de 2% no número de empregados no setor em comparação com 2024.
Os preços do café no mercado interno têm refletido esse cenário produtivo positivo, com tendência de queda devido às boas condições climáticas que apontam para melhora na produtividade. Essa dinâmica entre oferta, demanda e preços será crucial para observar nos próximos meses como as exportações se comportarão.