CNA monitora impactos da guerra no Oriente Médio sobre o agronegócio brasileiro
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está atentamente monitorando os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o agronegócio brasileiro. A entidade tem realizado análises e entrevistas para avaliar como a guerra afeta as exportações e os preços dos produtos agrícolas, cobrando por medidas de apoio ao setor.
Preocupações com as exportações
O setor de exportação de frango, por exemplo, está particularmente preocupado, já que a região do Oriente Médio é responsável por quase 30% dos embarques brasileiros dessa proteína. Além disso, o Irã, um dos países envolvidos no conflito, é um dos principais parceiros comerciais do milho brasileiro, importando entre 4 e 5 milhões de toneladas do grão por ano.
Efeitos no mercado interno
Internamente, a guerra também tem reflexos. O mercado de suínos está em alerta, com expectativas de recuperação nos valores frustradas. Produtos como o tomate têm apresentado preços elevados em algumas regiões produtoras, com a caixa chegando a R$ 140,00, devido à oferta reduzida e demanda aquecida.
Contexto mais amplo
Enquanto isso, outros aspectos do agronegócio seguem em destaque:
- A safra de grãos está estimada em 353,4 milhões de toneladas, mantendo a perspectiva de novo recorde histórico.
- As exportações de carne bovina registraram o melhor fevereiro da história, com a China como principal destino.
- O peixe segue com demanda aquecida, típica desta época do ano, mantendo o poder de compra dos produtores competitivo.
A CNA continua a acompanhar de perto a situação, alertando para a necessidade de ações que mitiguem os riscos e garantam a estabilidade do agronegócio brasileiro diante das incertezas globais.
