FIDC do Centro-Oeste projeta R$ 3,1 bilhões em crédito com alta da Selic
Em um cenário econômico marcado pela Selic em 15% e pela retração do crédito bancário tradicional, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) se consolidaram como uma alternativa robusta de financiamento. Em 2025, esses fundos alcançaram um patrimônio líquido próximo de 800 bilhões de reais, demonstrando sua crescente relevância no mercado financeiro brasileiro.
Crescimento regional impulsiona novos polos de crédito
O crescimento expressivo da agropecuária e de setores vinculados à logística e serviços fora do eixo Rio–São Paulo tem impulsionado polos regionais de crédito, com destaque para a região Centro-Oeste. Nesse contexto, a Audax Capital projeta ceder 3,1 bilhões de reais em crédito na região, um movimento que reflete uma mudança estrutural significativa no mercado.
Segundo Pedro da Matta, CEO da Audax Capital, o critério decisivo para investimentos não é mais a localização geográfica, mas sim a qualidade do ativo, o fluxo de caixa e o lastro do recebível. Em um ambiente onde a digitalização já viabiliza mais de 90% das transações financeiras, as barreiras geográficas na originação e monitoramento das operações foram praticamente eliminadas.
Desafios e oportunidades no cenário atual
Com a concentração histórica em São Paulo sendo desafiada, os FIDCs regionais ganham espaço e oferecem novas oportunidades de investimento. A digitalização tem sido um fator crucial nesse processo, permitindo maior eficiência e segurança nas operações.
O crescimento do agronegócio e dos setores de logística no Centro-Oeste tem atraído investidores em busca de ativos de qualidade, reforçando a importância de critérios rigorosos na avaliação de crédito. Esse movimento não apenas diversifica o mercado, mas também fortalece a economia regional, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado em todo o país.