Empresário bilionário Marcelo Logemann morre aos 71 anos em Porto Alegre
Bilionário Marcelo Logemann morre aos 71 anos em Porto Alegre

Empresário bilionário do agronegócio morre em Porto Alegre aos 71 anos

O empresário do ramo agrícola Marcelo Silva Logemann, integrante da família que comanda o grupo SLC e listado pela revista Forbes como um dos bilionários brasileiros de 2025, faleceu aos 71 anos nesta quarta-feira (11), no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A morte ocorreu em sua residência, conforme apurou a reportagem do g1, que também verificou que Logemann fazia uso de medicamentos controlados.

Circunstâncias ainda não esclarecidas

As circunstâncias exatas do óbito permanecem sob investigação e não foram divulgadas oficialmente pelas autoridades. A polícia e os peritos trabalham para determinar as causas da morte, que aconteceu no interior da casa do empresário, localizada em uma das ruas mais valorizadas do tradicional bairro gaúcho.

Natural do Rio Grande do Sul, Marcelo Logemann possuía patrimônio líquido estimado em impressionantes R$ 1 bilhão, conforme levantamentos financeiros recentes. Sua trajetória profissional estava intrinsecamente ligada ao sucesso do grupo familiar SLC, um dos maiores conglomerados do agronegócio nacional.

Liderança no grupo SLC Agrícola

Marcelo atuava em conjunto com seus irmãos Ana Beatriz, Elizabeth e Jorge Logemann na condução estratégica da SLC, conglomerado que engloba a SLC Agrícola, reconhecida como uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil. A empresa opera atualmente 22 fazendas distribuídas por diversas regiões do território nacional, com foco principal no cultivo de algodão, soja e milho.

A estrutura de liderança do grupo permanece sob o comando familiar: Eduardo Logemann preside o conselho administrativo, enquanto Jorge Luiz ocupa a vice-presidência. Essa configuração empresarial manteve a empresa como referência no setor agrícola brasileiro por décadas.

Desempenho financeiro recente

Em 2024, a SLC registrou faturamento consolidado de R$ 6,9 bilhões, resultado que representa uma redução de 4,4% em comparação com o desempenho do ano anterior. Apesar dessa leve contração, a empresa mantém posição de destaque no mercado de commodities agrícolas, com operações que abrangem desde a produção até a comercialização internacional.

O g1 procurou a assessoria de imprensa do grupo SLC para obter mais informações sobre a morte de Marcelo Logemann e sobre os planos sucessórios na empresa. Até o fechamento desta reportagem, não havia sido obtido nenhum retorno oficial da corporação.

A comunidade empresarial do Rio Grande do Sul e do setor agrícola nacional lamenta a perda de uma figura tão importante para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Marcelo Logemann deixa um legado significativo na modernização da agricultura nacional e na consolidação de uma das empresas familiares mais bem-sucedidas do país.