Natal decreta encerramento de três feiras livres devido à baixa atividade comercial
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) de Natal anunciou o encerramento das atividades de três feiras livres na cidade. A medida, que afeta as feiras de Felipe Camarão, Pajuçara e Gramoré, foi formalizada através da Portaria nº 001/2026, publicada no Diário Oficial do Município na quinta-feira passada, dia 15, e já está em vigor.
Justificativa para o fechamento
De acordo com a Semsur, a decisão foi tomada "em razão da baixa ou inexistente atividade nos locais". A pasta detalhou que:
- Na feira de Felipe Camarão, havia apenas um feirante em funcionamento.
- No Pajuçara, apenas dois feirantes estavam ativos.
- A feira do Gramoré não apresentava atividades há um longo período.
Com essas exclusões, Natal passa a contar com 17 feiras livres em funcionamento, mantendo a oferta de comércio informal em outras áreas da cidade.
Restrições e alternativas para os feirantes
Nos locais onde as feiras foram encerradas, a Semsur estabeleceu proibições rigorosas. Está vedada:
- A instalação de qualquer tipo de mobiliário urbano, fixo ou móvel, como bancas, lonas, toldos, tendas e mesas.
- A comercialização em caixotes, esteiras ou materiais similares diretamente no chão.
No entanto, a portaria oferece uma alternativa para os feirantes afetados. Aqueles que exerciam atividades nas feiras extintas na data da publicação têm o prazo de até 60 dias para requerer, junto à Semsur, autorização para atuar em outra feira em funcionamento no mesmo bairro ou região administrativa. Essa medida visa minimizar os impactos econômicos sobre os trabalhadores informais.
Contexto e impacto urbano
O encerramento dessas feiras reflete uma dinâmica de mudança nos hábitos de consumo e na ocupação urbana em Natal. A Semsur monitora regularmente a viabilidade desses espaços, buscando otimizar os serviços públicos e garantir a ordenação do comércio nas ruas. A redução para 17 feiras livres pode indicar uma consolidação das atividades em pontos com maior fluxo e demanda, embora também levante questões sobre o acesso a alimentos frescos e produtos locais em bairros periféricos.
Essa ação faz parte de uma gestão municipal focada em ajustar a oferta de serviços às necessidades reais da população, evitando a manutenção de estruturas subutilizadas que podem gerar custos desnecessários ou problemas de limpeza e segurança.