Leilão de R$ 111 milhões para terminais do BRT em Cuiabá termina sem propostas
O leilão destinado a contratar uma empresa para a construção dos terminais do Ônibus de Transporte Rápido (BRT) em Cuiabá e região metropolitana terminou nesta quarta-feira, 21 de fevereiro, sem receber nenhuma proposta. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), responsável pelo processo licitatório.
Diante da ausência de interessados, o governo estadual agora avalia alternativas para viabilizar o projeto. Entre as possibilidades em estudo estão modificações no edital ou na forma de contratação, com o objetivo de atrair um maior número de empresas para a concorrência. Até o momento, não há detalhes sobre como essa falta de propostas pode impactar o cronograma de entrega das obras.
Detalhes da licitação e cronograma das obras
O valor de referência estabelecido para a licitação dos terminais era de R$ 111,5 milhões. Conforme o edital, a empresa vencedora ficaria responsável pela construção integrada de três terminais: em Várzea Grande, no CPA e no Porto, além do Centro de Controle Operacional (CCO) do sistema BRT.
Enquanto isso, outras fases do projeto seguem em andamento. Parte das obras na avenida do CPA até a Prainha, na região do Porto, está prevista para ser entregue entre março e abril deste ano. Já a construção das estações do BRT está programada para ocorrer no segundo semestre de 2024.
Características dos terminais planejados
- Terminal de Várzea Grande: Será construído próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, com área de 9.700,3 m², incluindo espaços para embarque de passageiros e recarga de veículos elétricos.
- Terminal do CPA: Localizado em frente ao Comando Geral da Polícia Militar, na Avenida Rubens de Mendonça.
- Terminal do Porto: Situado na Avenida XV de Novembro, próximo ao supermercado Atacadão, e abrigará o Centro de Controle Operacional do BRT.
Contexto histórico do projeto de transporte em Cuiabá
Inicialmente, o modal escolhido para a região era o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), projetado para a Copa do Mundo de 2014. No entanto, as obras do VLT, que custaram mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, foram marcadas por corrupção e entraves judiciais, levando à interrupção das atividades em dezembro de 2014.
Quatro anos depois, o governo decidiu romper o contrato com o consórcio responsável e substituir o modal pelo BRT. Os trilhos do VLT foram vendidos para a Bahia, onde já estão em funcionamento, enquanto em Mato Grosso as obras do novo sistema de transporte seguem em desenvolvimento.
Vale destacar que, em setembro de 2023, o governo lançou um edital para a construção de 41 estações do BRT, com valor estimado em R$ 68,8 milhões. O conjunto de obras do modal foi licitado em 2022, demonstrando os esforços contínuos para modernizar a infraestrutura de transporte na capital e região metropolitana.