Barragem do Cipó em Caruaru será extinta após estudos apontarem alto risco de colapso
Barragem do Cipó em Caruaru será extinta por risco de colapso

Barragem do Cipó em Caruaru será extinta após estudos apontarem alto risco de colapso

A barragem do Cipó, localizada na zona rural de Caruaru, no estado de Pernambuco, será completamente descomissionada e descaracterizada. A decisão foi anunciada pela prefeitura municipal após uma série de estudos técnicos detalhados que identificaram um risco elevado de colapso da estrutura. A medida preventiva inclui o esvaziamento controlado do reservatório e a subsequente demolição do paredão da barragem.

Estudos técnicos revelam comprometimento estrutural irreversível

De acordo com a gestão municipal de Caruaru, a barragem do Cipó, que já se encontra desativada há várias décadas, apresentou problemas graves de segurança em análises recentes. O presidente da Autarquia de Urbanização e Meio Ambiente, Francisco Batista, explicou que um diagnóstico completo foi realizado, incluindo estudos de batimetria e outras avaliações especializadas.

"Foi identificado vazamento e percolação da água pelo pé do talude, resultando nessa ação que não tem outra possibilidade, que é o descomissionamento", afirmou Batista em entrevista à TV Asa Branca. O engenheiro responsável pela avaliação, Kleber Lins, complementou que a estrutura apresenta danos que inviabilizam qualquer tentativa de recuperação.

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"Foi apresentado um alto risco de colapso quando identificamos um material argilo-siltoso com alto grau de expansão. Estruturalmente, ela não tem como permanecer naquele local", declarou Lins, enfatizando a gravidade da situação.

Processo de esvaziamento controlado e monitoramento rigoroso

O descomissionamento da barragem do Cipó será realizado através de um processo controlado de esvaziamento, utilizando a técnica de sifonamento. A vazão estimada ficará entre 4 e 8 metros cúbicos por minuto, com o objetivo principal de remover sedimentos e baixar gradualmente o nível da água.

"Conseguimos controlar essa água para que siga a calha do rio Ipojuca de forma segura, sem causar danos à população", garantiu o engenheiro Kleber Lins. Todo o procedimento será acompanhado de perto por órgãos ambientais e de gestão hídrica, incluindo a Agência Pernambucana de Águas e Clima e a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco.

A Defesa Civil de Caruaru também terá um papel fundamental no monitoramento durante o esvaziamento. O gerente de Proteção e Defesa Civil, Mário Revoredo, afirmou que haverá articulação com municípios localizados ao longo do rio Ipojuca.

"A Defesa Civil vai monitorar o contato com cidades a jusante, como Bezerros, Gravatá e outras, acompanhando o nível do rio durante o processo. A expectativa é que o aumento não seja expressivo, já que o volume será controlado", explicou Revoredo.

Medida preventiva para garantir segurança da população

Apesar de medidas anteriores terem incluído a retirada prévia de moradores do entorno da barragem, a gestão municipal avaliou que essas ações não eram mais suficientes diante do risco identificado pelos estudos técnicos. A desativação definitiva da barragem do Cipó foi considerada a única alternativa viável para garantir a segurança da região.

"O descomissionamento ou a secagem da barragem é feita de forma controlada, não oferecendo risco à população. É um ato preventivo para que não haja risco de vida para quem está nas proximidades", reforçou Francisco Batista durante a coletiva de imprensa.

A intervenção na barragem do Cipó representa uma ação de responsabilidade pública diante de uma estrutura que, segundo os especialistas, apresenta comprometimento irreversível. A prefeitura de Caruaru mantém o compromisso de realizar todo o processo com transparência e cuidado, priorizando a segurança das comunidades locais e a preservação ambiental da região.

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