Carnaval de Salvador atinge números históricos no fluxo aéreo e hospedagem
O aeroporto de Salvador experimentou durante o carnaval deste ano o maior movimento de passageiros desde 2018, marcando um retorno vigoroso da festa após anos de recuperação pós-pandemia. Segundo dados divulgados pela administradora do terminal, foram registradas mais de 1.400 operações de pousos e decolagens no período festivo, demonstrando a força do turismo na capital baiana.
Expansão significativa na oferta de assentos
De acordo com a Salvador Bahia Airport, que integra a rede VINCI Airports, a disponibilidade de assentos domésticos alcançou a marca impressionante de 335 mil lugares, representando um crescimento robusto de 18% em comparação com a oferta planejada para 2025. São Paulo se consolidou como o principal destino de chegada e saída, reforçando a conexão estratégica entre as duas maiores cidades do país.
Esse aumento foi impulsionado pela ampliação das operações das principais companhias aéreas brasileiras. A Gol, por exemplo, registrou um incremento de 30% na oferta de assentos, enquanto a LATAM apresentou um crescimento de 13%. No segmento internacional, os números também foram expressivos, com 30 mil assentos disponíveis, um aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Hotéis atingem taxas de ocupação recordes
Paralelamente ao movimento aéreo, a rede hoteleira de Salvador viveu momentos de quase totalidade na ocupação. Dados da Secretaria de Cultura e Turismo da capital baiana (Secult) revelam que a taxa de ocupação hoteleira chegou ao patamar histórico de 99,5% durante o carnaval, com pico registrado no domingo de folia. Esse índice superou o recorde anterior de 96,4% alcançado no mesmo dia da festa em 2025.
Em Salvador, a média de ocupação nos hotéis ficou em 95%, com estabelecimentos localizados próximos aos circuitos da folia atingindo a marca máxima de 100%. No interior do estado, a movimentação também foi intensa, com destinos turísticos registrando ocupações que variaram entre 85% e 100%.
Impacto econômico em todo o estado da Bahia
O Governo do Estado havia projetado que a Bahia receberia aproximadamente 3,7 milhões de visitantes em suas 13 zonas turísticas durante o carnaval, com uma receita estimada em R$ 8 bilhões. Essas expectativas foram amplamente confirmadas pelos números registrados em diversos municípios:
- Porto Seguro, no extremo sul do estado, esperava cerca de 250 mil foliões, com movimentação econômica projetada em R$ 650 milhões
- Itacaré, também no sul baiano, estimava receber 50 mil turistas, com programação que incluía 60 atrações entre fanfarras e blocos culturais
- Cairu, onde está localizado o famoso Morro de São Paulo, recebeu visitantes de diversas origens, incluindo baianos, paulistas, mineiros e estrangeiros como argentinos, israelenses e franceses
- Barreiras, no oeste do estado, atingiu 100% de ocupação hoteleira no domingo de carnaval, com festas em três circuitos diferentes
- Lençóis, na Chapada Diamantina, registrou média de 88% de ocupação nos meios de hospedagem durante o tradicional carnaval de rua que completou 10 anos
Expansão das operações aéreas internacionais
O segmento internacional também apresentou crescimento significativo, com aumento de 28% na oferta de assentos em relação ao ano anterior. Essa expansão foi impulsionada por várias companhias aéreas:
- A TAP aumentou sua oferta em 8% e operará voos extras durante os meses de fevereiro e março
- A Sky Airline registrou crescimento impressionante de 33% em suas operações
- A Air Europa teve aumento de 6% em sua capacidade
- A Air France apresentou incremento de 1%
- Foram iniciadas novas operações das companhias Flybondi e Copa Airlines
Durante o período carnavalesco, estavam previstos 461 voos no aeroporto de Salvador, incluindo 19 operações internacionais, consolidando a posição da cidade como importante hub de conexões aéreas durante as festividades.
Os turistas que visitaram a Bahia durante o carnaval não se limitaram apenas às festas de rua. Muitos aproveitaram para explorar os atrativos naturais da região, especialmente na Chapada Diamantina, onde rios, trilhas e cachoeiras ofereceram alternativas de lazer complementares à folia momesca.