Trump garante que seleção do Irã será bem-vinda na Copa de 2026, afirma Infantino
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, que recebeu garantias pessoais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a seleção do Irã será bem-vinda para disputar a Copa do Mundo de 2026. O torneio será realizado em junho e julho na América do Norte, com sedes compartilhadas entre Estados Unidos, México e Canadá.
Declaração oficial nas redes sociais
Em publicação em sua conta no Instagram, Infantino escreveu: "Durante nossa conversa, o presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é bem-vinda, sem dúvida, para disputar o torneio nos Estados Unidos". A declaração do dirigente máximo do futebol mundial surge como resposta direta às incertezas que cercavam a participação iraniana no evento esportivo.
Contexto geopolítico tenso
As dúvidas sobre a presença do Irã na Copa do Mundo aumentaram significativamente após os ataques americanos e israelenses de 28 de fevereiro contra território iraniano, que desencadearam um conflito armado no Oriente Médio. Logo no início da ofensiva militar, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, levantou publicamente a possibilidade de um boicote à competição, embora tenha atribuído a decisão final às "autoridades esportivas" do país.
Analistas internacionais também haviam cogitado que o governo de Washington poderia barrar a entrada da delegação iraniana por questões de segurança nacional. Vale destacar que os três jogos do Irã na fase de grupos estão programados para acontecer em Los Angeles e Seattle, duas importantes cidades americanas.
Futebol como instrumento de união
Infantino aproveitou o momento para reforçar sua visão sobre o papel do futebol no cenário geopolítico global: "Todos nós precisamos, mais do que nunca, de um evento como a Copa do Mundo da Fifa para unir as pessoas, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos por seu apoio, porque demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo".
Relação próxima com Trump
O presidente da Fifa mantém uma relação particularmente próxima com Donald Trump. Infantino foi o único representante do mundo esportivo presente na posse presidencial de Trump e, no ano passado, entregou pessoalmente ao mandatário americano um "Prêmio Fifa da Paz", cujos critérios de concessão nunca foram divulgados publicamente pela entidade.
Possível ausência histórica
Caso o Irã confirme a desistência da Copa do Mundo de 2026, será a primeira ausência de uma seleção já classificada desde que França e Índia abandonaram a Copa de 1950, realizada no Brasil. Este cenário representaria um revés significativo para o espírito de união que a Fifa busca promover através do futebol.
A declaração de Infantino busca acalmar os ânimos e garantir que questões políticas não interfiram na maior competição do futebol mundial. A comunidade esportiva internacional aguarda agora a confirmação oficial do Irã sobre sua participação, enquanto as tensões geopolíticas continuam a influenciar o cenário esportivo global.
