Os Enhanced Games, conhecidos como as 'Olimpíadas dos Esteroides', têm início neste domingo (24) em Las Vegas, Estados Unidos. Diferente das competições tradicionais, o evento permite o uso de substâncias proibidas, como testosterona, hormônio do crescimento (HGH) e esteroides anabolizantes, desafiando as regras da Agência Mundial Antidoping (WADA).
Proposta inovadora ou perigosa?
Os organizadores defendem que a competição 'abraça a ciência' e oferece acompanhamento médico constante aos atletas. As provas incluem natação, atletismo, levantamento de peso e strongman – modalidade de força extrema com tarefas como puxar caminhões e carregar pedras gigantes. A promessa é quebrar recordes mundiais e transformar o evento no 'futuro do esporte'.
Entretanto, a WADA classificou a ideia como 'perigosa e irresponsável', e médicos alertam para riscos cardíacos, hormonais e psicológicos do uso contínuo de anabolizantes. Apesar das críticas, o evento conta com apoio de empresários do Vale do Silício, que acreditam que o esporte de alto rendimento já convive com essas substâncias nos bastidores.
Premiações milionárias e participantes
Além da polêmica, os Enhanced Games oferecem bônus milionários para atletas que quebrarem recordes históricos. Entre os 50 competidores de 25 nações, destaca-se o nadador australiano James Magnussen, tricampeão olímpico, que saiu da aposentadoria para participar. Ele afirmou não se preocupar com a saúde, dizendo que atletas profissionais já assumem riscos naturais.
O Brasil também estará representado por Felipe Lima, de 41 anos, recordista sul-americano dos 50m peito (26s33) e quarto melhor tempo do Brasil nos 100m peito (59s17). Ele estava aposentado desde 2021 e retorna às piscinas para o evento.
Críticas e controvérsias
Entidades esportivas e especialistas em saúde condenam a competição, que pode incentivar o uso indiscriminado de substâncias perigosas. Mesmo assim, os organizadores prometem que os atletas passarão por exames médicos frequentes e terão suporte clínico durante todo o evento.



